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Escolas anunciam reajuste nas mensalidades para o próximo ano letivo

Escolas particulares enfrentam aumento nas mensalidades e desafios financeiros, com inadimplência prevista acima de 1% para o próximo ano

Reajuste da mensalidade escolar pesa no bolso das famílias (Foto: Werther Santana/Estadão)
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  • Quatro em cada dez escolas particulares de ensino fundamental e médio planejam aumentar as mensalidades entre 9% e 10% para 2026, superando a inflação de 5,09%.
  • A pesquisa da consultoria Meira Fernandes abrange instituições de dez estados e indica que 98,76% das escolas pretendem reajustar suas taxas.
  • Os aumentos refletem novos custos, como os gerados pela lei que proíbe o uso de celulares nas escolas, que entrou em vigor em janeiro de 2025.
  • Aproximadamente 70% das instituições investiram em adaptações para cumprir a nova regra, e 14% contrataram profissionais para sua implementação.
  • Quarenta por cento das escolas enfrentam atrasos superiores a 4% nas mensalidades, e mais de 85% projetam que a inadimplência ultrapasse 1% no próximo ano.

Quatro em cada dez escolas particulares de ensino fundamental e médio planejam aumentar as mensalidades entre 9% e 10% para 2026, superando a inflação prevista de 5,09%. A pesquisa da consultoria Meira Fernandes, que abrange instituições de dez estados, revela que 98,76% das escolas pretendem reajustar suas taxas.

Os reajustes refletem não apenas a inflação, mas também novos custos impostos pela lei que proíbe o uso de celulares nas escolas, em vigor desde janeiro de 2025. Essa mudança gerou gastos significativos, com 70% das instituições investindo em adaptações, como câmeras e armários. Além disso, 14% das escolas precisaram contratar profissionais para garantir a implementação da nova regra.

José Antonio Figueiredo Antiório, presidente do Sieeesp, estima que o reajuste médio deve ficar entre 7% e 8%, abaixo das previsões da pesquisa. Ele destaca que a nova política tarifária dos Estados Unidos, que impõe tarifas sobre exportações brasileiras, pode impactar a inflação e os custos das escolas.

Os desafios financeiros se agravam com 40% das escolas enfrentando atrasos superiores a 4% nas mensalidades, o que pode resultar em inadimplência. Mais de 85% das instituições projetam que a inadimplência ultrapasse 1% no próximo ano, complicando ainda mais a situação financeira das escolas.

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