- Katia Canton, psicanalista e artista visual, lança o livro “Contos de Fadas – Modos de Ser e de Usar”.
- A obra reúne quase quatro décadas de pesquisa sobre a importância e os desafios dos contos de fadas na formação afetiva.
- Canton discute a “desnarrativização” na era digital, onde a prática de contar histórias é substituída por experiências individuais.
- O livro analisa adaptações contemporâneas de contos de fadas, destacando a superficialidade de algumas mudanças em relação às narrativas originais.
- Com 136 páginas, a obra está disponível por R$ 55,90 e busca instigar discussões sobre o papel dos contos de fadas na sociedade atual.
Katia Canton, psicanalista e artista visual, lança o livro “Contos de Fadas – Modos de Ser e de Usar”, que reúne quase quatro décadas de pesquisa sobre a importância e os desafios dos contos de fadas na formação afetiva. A obra, que discute a “desnarrativização” na era digital, será lançada em um evento que promete atrair amantes da literatura e da psicanálise.
Desde a infância, Canton se encantou com os contos de fadas, que moldaram sua visão de mundo. Ao longo do livro, ela reflete sobre a relevância dessas histórias, que, apesar de suas limitações, continuam a ser uma herança cultural universal. “Todo mundo lembra os contos que ouviu na infância. Eles são a coisa mais universal que a gente tem,” afirma a autora.
Canton destaca que, embora os contos abordem temas como beleza e dinâmicas machistas, eles também oferecem uma visão sobre os dilemas humanos. Histórias como “João e Maria” e “João e o Pé de Feijão” refletem a luta contra a fome, um tema central nas narrativas de diferentes culturas. Contudo, a autora alerta para a perda desse repertório comum, exacerbada pela cultura digital que prioriza a imagem e a simplificação da linguagem.
A Desnarrativização e Seus Efeitos
A psicanalista critica a tendência de “desnarrativização”, onde a prática de contar histórias é substituída por experiências individuais. “Se tudo vira experiência individual, a gente se desarticula como espécie,” diz Canton. Ela observa que a internet e os algoritmos criam bolhas de pensamento, dificultando o diálogo e a troca de narrativas.
Canton também analisa como as adaptações contemporâneas de contos de fadas, como a nova versão de “Branca de Neve” da Disney, muitas vezes fazem alterações superficiais, sem abordar a complexidade das histórias originais. Para ela, essas narrativas devem ser tratadas como “matéria viva,” que se renova e se adapta aos desafios do presente.
O livro “Contos de Fadas – Modos de Ser e de Usar” é uma reflexão profunda sobre a importância de manter vivas as histórias que moldam a experiência humana. Com 136 páginas, a obra está disponível por R$ 55,90 e promete instigar discussões sobre o papel dos contos de fadas na sociedade contemporânea.
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