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Mulheres eletricistas levam energia solar a comunidades de Gâmbia e transformam vidas

Mulheres em Gâmbia se destacam na instalação de energia solar, promovendo emprego e acesso à eletricidade em comunidades rurais.

Fatoumatta Trawally ao lado de uma instalação de painéis solares em Tujereng, Gâmbia (Foto: Reprodução)
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  • O centro de formação Fandema, em Tujereng, Gâmbia, capacita mulheres para instalação de sistemas de energia solar.
  • Apenas 36,7% das mulheres no país estão empregadas, principalmente no setor informal.
  • O projeto, da ONG Mbolo, já formou 90 mulheres, com 30% delas atuando na instalação de energia solar.
  • As instalações solares têm melhorado o acesso à eletricidade em áreas rurais, beneficiando cooperativas e pequenas empresas.
  • O governo de Gâmbia visa que 50% da energia do país venha de fontes renováveis até 2030.

Em Gâmbia, a inclusão feminina no mercado de trabalho avança com a capacitação em energia solar. O centro de formação Fandema, localizado em Tujereng, tem promovido a formação de mulheres para instalação de sistemas solares, contribuindo para a redução da escassez de eletricidade nas áreas rurais. Atualmente, apenas 36,7% das mulheres no país estão empregadas, e a maioria atua no setor informal.

O projeto, desenvolvido pela ONG Mbolo, já formou 90 mulheres, das quais 30% estão ativamente envolvidas na instalação de sistemas de energia solar. Fatoumatta Trawally, uma das alunas, exemplifica essa mudança ao realizar uma instalação em uma residência local, desafiando estereótipos de gênero. O governo de Gâmbia, por sua vez, busca aumentar a participação de energias renováveis, com a meta de que 50% da energia do país venha de fontes renováveis até 2030.

A energia solar não apenas gera empregos, mas também transforma vidas. Em várias comunidades, as instalações solares têm permitido o acesso à eletricidade, essencial para o funcionamento de cooperativas e pequenas empresas. Por exemplo, em Sinchu Alagie, uma bomba solar instalada por ex-alunas de Fandema aumentou a produção de uma cooperativa de frango, permitindo que as mulheres passassem de três para seis ciclos de negócios por ano.

Além disso, a energia solar tem facilitado a implementação de serviços essenciais, como a conservação de alimentos e o fornecimento de água. Em Kudang Tenda, a instalação de painéis solares possibilitou a criação de uma fábrica de gelo, beneficiando pescadores locais. A capacitação das mulheres em tecnologia solar também tem desafiado preconceitos, como demonstrado por Aliu Secka, que reconheceu a habilidade das mulheres após uma experiência de instalação.

O impacto do projeto Fandema é visível e crescente. As mulheres não apenas conquistam espaço no mercado de trabalho, mas também se tornam agentes de mudança em suas comunidades, promovendo a sustentabilidade e a inclusão social em Gâmbia.

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