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TCU aponta falhas do Executivo na governança de benefícios fiscais

TCU notifica governo federal por falhas na governança de benefícios fiscais, enquanto renúncias tributárias aumentam significativamente

Sede do Tribunal de Contas da União (TCU) em Brasília (Foto: Reprodução)
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  • O Tribunal de Contas da União (TCU) notificou o governo federal por não cumprir determinações sobre a criação de um modelo de governança para a gestão de benefícios fiscais.
  • A decisão foi anunciada em sessão plenária nesta quarta-feira.
  • Desde 2020, o TCU já havia apontado a necessidade de melhorias nesse setor, durante o governo de Jair Bolsonaro.
  • O TCU estabeleceu recomendações que incluem definição de objetivos, metas e cronograma de revisões periódicas.
  • Em 2022, as renúncias tributárias aumentaram, com a criação de 35 desonerações, totalizando R$ 202,2 bilhões entre 2022 e 2025, enquanto a região Sudeste concentra 46,4% dos benefícios.

O Tribunal de Contas da União (TCU) notificou o governo federal por não cumprir determinações sobre a criação de um modelo de governança para a gestão de benefícios fiscais. A decisão foi anunciada durante a sessão do plenário nesta quarta-feira. Desde 2020, o TCU já havia identificado a necessidade de melhorias nesse setor, sob a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O TCU estabeleceu recomendações que incluem a definição de objetivos, metas e indicadores, além de um cronograma de revisões periódicas. A Corte determinou que os ministérios do Planejamento e Orçamento, da Fazenda e da Casa Civil sejam informados sobre a implementação desse modelo. A falta de ação é vista como um desvio das diretrizes do decreto 2023, que aborda o Conselho de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas.

Aumento das Renúncias Fiscais

Em 2022, as renúncias tributárias aumentaram significativamente, com a criação de 35 desonerações, em comparação a 24 em 2021. Estima-se que o total de renúncias fiscais alcance R$ 202,2 bilhões entre 2022 e 2025, um aumento considerável em relação aos R$ 54 bilhões do período anterior. O TCU destaca que não há evidências de que esses benefícios estejam reduzindo disparidades regionais e sociais.

O relatório do TCU revela que a região Sudeste concentra 46,4% dos benefícios, enquanto as regiões Norte e Nordeste, com os piores indicadores socioeconômicos, recebem os menores valores per capita. A Emenda Constitucional 109/2021 estabeleceu regras para a redução de benefícios tributários, mas a ampliação das renúncias em 2022 contraria essa intenção.

A situação atual levanta preocupações sobre a eficácia das políticas públicas financiadas por renúncias tributárias e a necessidade urgente de um modelo de governança que assegure maior controle e transparência na gestão desses recursos.

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