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Cotas da Udesc garantem vagas para alunos de fora de Santa Catarina

Governador de SC critica cotas da Udesc para alunos de outras regiões e universidade promete não adotar mais essa prática em futuros editais

Centro de Artes, Design e Moda da Universidade do Estado de Santa Catarina • Carolina Weber/Udesc
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  • O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, criticou um edital da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) que previa cotas para alunos de fora do estado em cursos de pós-graduação.
  • Mello chamou a prática de absurda em um vídeo nas redes sociais e questionou o uso de recursos públicos para beneficiar estudantes de outras regiões.
  • O edital, voltado para o mestrado e doutorado em Música do Centro de Artes, Design e Moda (Ceart), destinava uma vaga para profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de cinco vagas para cotistas.
  • Em resposta, a Udesc anunciou que não adotará mais esse tipo de cota em futuros editais, reafirmando seu compromisso com a inclusão e a legislação vigente.
  • A polêmica gerou debates nas redes sociais sobre a prática de cotas e a aplicação de recursos estaduais, refletindo um tema delicado na educação brasileira.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, criticou um edital da Udesc que previa a reserva de vagas para alunos de fora do estado em cursos de pós-graduação. A declaração foi feita em um vídeo publicado em suas redes sociais, onde Mello classificou a prática como absurda e questionou o uso de recursos públicos para beneficiar estudantes de outras regiões.

O edital em questão, voltado para o mestrado e doutorado em Música do Ceart (Centro de Artes, Design e Moda), destinava uma das dez vagas para profissionais ou alunos de instituições das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Além disso, havia cinco vagas para cotistas, sendo três para negros e duas para indígenas, quilombolas, trans e pessoas com deficiência. As demais quatro vagas eram destinadas à ampla concorrência.

Em resposta às críticas, a Udesc reafirmou seu compromisso com a inclusão, mas anunciou que não adotará mais esse tipo de cota em futuros editais. A universidade destacou que suas políticas de inclusão seguirão a legislação vigente e os princípios de igualdade de oportunidades. Em nota, a instituição afirmou que continuará a promover ações inclusivas, sempre em diálogo com a comunidade acadêmica.

Repercussão nas Redes Sociais

A polêmica gerou discussões nas redes sociais sobre a prática de cotas e sua aplicação em instituições públicas. O governador expressou preocupação com o uso de recursos estaduais, enfatizando que os catarinenses não deveriam financiar a educação de alunos de fora. A Udesc, por sua vez, busca manter a transparência e o compromisso com o interesse público em suas políticas educacionais.

Essa situação reflete um debate mais amplo sobre a inclusão no ensino superior e a distribuição de vagas, que continua a ser um tema delicado na educação brasileira.

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