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Professora de Gaza luta para garantir ensino durante conflitos armados

Professores de Gaza persistem no ensino remoto apesar da guerra, destacando a resistência de alunos e desafios enfrentados na crise humanitária.

© Hala El-Khoondar/Arquivo pessoal
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  • A situação em Gaza permanece crítica, com uma grave crise humanitária e destruição de infraestrutura educacional.
  • A Universidade Islâmica de Gaza, que abrigava cerca de 18 mil alunos, foi severamente afetada pelos conflitos recentes, resultando na destruição de diversos centros de estudos.
  • Durante a 17ª Conferência Geral da Academia Mundial de Ciências, realizada no Brasil, a professora Hala El-Khoondar relatou os esforços de educadores para manter o ensino remoto em meio à guerra, destacando que essa modalidade não é viável para todos os alunos devido às precárias condições.
  • A recente ofensiva de Israel devastou a universidade, que contava com aproximadamente 200 laboratórios e 20 institutos. O presidente da instituição, Sufyan Tayeh, foi uma das vítimas dos ataques.
  • Hala El-Khoondar, atualmente no Imperial College, expressou sua dor ao perder alunos e enfatizou a necessidade de sair de Gaza para realizar pesquisas, devido à falta de infraestrutura. A conferência também abordou a crescente produção científica em países de renda baixa e média, que geram 60% da ciência global.

A situação em Gaza continua a ser crítica, com uma grave crise humanitária e destruição de infraestrutura educacional. A Universidade Islâmica de Gaza, que abrigava cerca de 18 mil alunos, foi severamente afetada pelos conflitos recentes, que resultaram na destruição de diversos centros de estudos.

Durante a 17ª Conferência Geral da Academia Mundial de Ciências, realizada no Brasil, a professora Hala El-Khoondar relatou os esforços de educadores para manter o ensino remoto em meio à guerra. “Estudar on-line pode garantir que os alunos não percam sua formação e é um modo de escapar da terrível realidade,” afirmou a docente, que leciona Engenharia Elétrica e Sistemas Inteligentes. Contudo, ela destacou que essa modalidade não é viável para todos os alunos devido à precariedade das condições.

Os professores têm gravado aulas e deixado materiais em pequenas bibliotecas locais, enquanto os alunos enfrentam desafios diários, como a busca por alimentos e energia para seus dispositivos. A professora El-Khoondar emocionou os participantes da conferência ao compartilhar a trajetória de resistência dos estudantes e pesquisadores de Gaza, que vivem sob constantes bombardeios e restrições.

Impacto da Ofensiva Israelense

A recente ofensiva de Israel devastou a Universidade Islâmica de Gaza, que contava com aproximadamente 200 laboratórios e 20 institutos. Entre as vítimas dos ataques, está o presidente da instituição, Sufyan Tayeh, que foi morto em dezembro de 2023. A destruição da infraestrutura educacional tem forçado muitos a buscar oportunidades em outras regiões, mas as dificuldades para sair de Gaza são significativas, com fronteiras controladas e o aeroporto destruído.

Hala El-Khoondar, atualmente residindo na Inglaterra e atuando no Imperial College, expressou sua dor ao perder alunos a cada semestre. “É preciso sair de Gaza para fazer pesquisa, pois lá não há mais infraestrutura,” lamentou. Sua fala ressoou entre os cientistas presentes, que discutiram a importância de fortalecer a ciência nos países em desenvolvimento.

A conferência também destacou a crescente produção científica em países de renda baixa e média, com 60% da ciência global sendo gerada nessas nações. O evento, que contou com a presença de centenas de pesquisadores, foi uma oportunidade para debater temas emergentes e promover o intercâmbio acadêmico entre as nações do Sul Global.

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