- MEC lança o Projeto de Formação em Serviço para a Educação de Jovens e Adultos em Prisões (Eduprisões), em parceria com Secadi, MJSP e UFRRJ, para qualificar profissionais da educação e da execução penal da EJA.
- A iniciativa busca integrar educação e execução penal e ampliar o direito à educação para pessoas privadas de liberdade, destacando impactos na reintegração social.
- A primeira transmissão ocorreu na terça-feira, 9 de novembro, pelo canal da UFRRJ no YouTube, com consulta prévia de mais de quatro mil profissionais.
- O projeto conta com cerca de dois mil coordenadores, 1,2 mil formadoras regionais e 650 articuladores do Pacto EJA, que atuam também no contexto prisional.
- O Eduprisões faz parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA) e está alinhado ao Plano Pena Justa e à previsão constitucional de educação para toda pessoa, inclusive quem está sob privação de liberdade.
O Ministério da Educação (MEC) anunciou o lançamento do Projeto de Formação em Serviço para a Educação de Jovens e Adultos em Prisões, chamado Eduprisões. A iniciativa é realizada em parceria com a Secadi, o MJSP e a UFRRJ e envolve consulta a mais de 4 mil profissionais. O objetivo é integrar educação e execução penal na oferta da EJA para pessoas privadas de liberdade.
A medida amplia o esforço já existente pelo Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA). A ideia central é qualificar educadores e agentes penais para atender a cidadania e o direito à educação em contextos de privação de liberdade. O lançamento ocorreu na terça-feira, 9 de novembro, transmitido pela UFRRJ.
O Eduprisões conta com a participação de cerca de 2 mil coordenadores estaduais, 1,2 mil formadoras regionais e 650 articuladores do Pacto EJA. A ação envolve rodas de conversa, além de divulgação e oportunidades via canal da UFRRJ. A proposta integra ensino fundamental e médio, com foco na autonomia do aprisionado.
Segundo a Secadi, o Projeto foi construído com a participação de profissionais da educação e da execução penal. A consulta para ouvir esses trabalhadores reuniu mais de 4 mil indicações sobre a formação desejada. A coordenação geral ressaltou que a iniciativa atende a um direito humano.
A representante Mariângela Graciano, da Secadi, destacou que o Pacto EJA já soma milhares de profissionais atuando em diferentes contextos, inclusive dentro do sistema prisional. Ela explicou que o Eduprisões formaliza esse esforço com formação específica para a EJA no cárcere.
A parceria também contou com a participação da UFRRJ, por meio da coordenadora Fabiana Rodrigues, que explicou a construção do projeto. Professores Eli Torres e Aline Campos participaram de uma roda de conversa para debater desafios e perspectivas da educação em prisões.
O Eduprisões se insere no contexto do Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional nas Prisões Brasileiras, conhecido como Pena Justa. O objetivo é transformar a privação de liberdade em espaço de cidadania e educação, conforme metas do CNJ.
Conteúdo e impactos esperados
- O projeto visa qualificar profissionais da educação e da execução penal da EJA, fortalecendo a atuação na população privada de liberdade.
- A iniciativa deve ampliar a oferta de matrículas e a integração entre educação regular e formação profissional.
- O lançamento reforça o compromisso institucional com direitos educacionais ao longo da vida, inclusive para quem está em situação de privação de liberdade.
A iniciativa é apresentada como avanço relevante para a garantia do direito à educação de jovens e adultos no sistema prisional. O MEC, a Secadi, o MJSP e a UFRRJ destacaram a importância de políticas públicas que promovam dignidade, cidadania e oportunidades educacionais para esse público.
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