- Oito em cada dez pais reaproveitam itens do ano anterior, como mochilas, estojos e cadernos, na volta às aulas.
- O estudo do Instituto Locomotiva com QuestionPro mostra que os gastos com material escolar pesam no orçamento, principalmente para famílias de menor renda.
- Nove em cada dez famílias pretendem comprar material escolar para 2026, 73% uniformes e 69% livros didáticos; 92% das crianças participam da seleção.
- Compras aparecem majoritariamente em lojas físicas (45%), com 39% buscando mesclar lojas físicas e online e 16% planejando adquirir a maior parte pela internet.
- O impacto financeiro é maior entre as classes D e E (52% dizem ser muito grande); 84% relatam que preços influenciam outras despesas; 9 em cada 10 pesquisam preços e 2 em 3 substituem itens por marcas mais baratas, principalmente entre a baixa renda.
Oito em cada dez pais de crianças em idade escolar reaproveitam itens do ano anterior nesta fase de retorno às aulas, segundo levantamento do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro. Mochilas, estojos e cadernos são os itens mais revisados para reduzir gastos. A prática ganha força diante do aumento de despesas educacionais.
A pesquisa aponta que a economia é uma estratégia central para o orçamento familiar. Mesmo assim, a intenção de compras para 2026 permanece alta, com 9 em cada 10 pais confirmando planos de adquirir material escolar, uniforme e livros didáticos.
O estudo revela que pouco mais da metade dos responsáveis considera a lista de material adequada, enquanto 42% avaliam como excessiva. Parte dos itens exigidos é vista como além do necessário para o ano letivo.
Mudanças no comportamento de compra
A maioria dos pais participa da seleção do material, com 92% afirmando envolvimento. Em 45% dos casos, os filhos escolhem a maior parte dos itens; entre 11 e 14 anos, a participação chega a 95%.
As lojas físicas continuam como principal canal de compra para 45% dos brasileiros, com 39% adotando uma mescla entre lojas físicas e online. Outros 16% pretendem comprar majoritariamente pela internet.
Impacto financeiro por renda
Cerca de 88% consideram que gastos com material escolar, uniforme e livros afetam o orçamento. Em famílias de menor renda, esse peso é ainda maior: 52% classificam o impacto como muito grande, contra 32% nas classes A e B.
Quase todos os entrevistados dizem que os preços influenciam decisões em lazer, alimentação e contas mensais. A parcela que declara impacto expressivo é maior entre as classes D e E.
Estratégias de precificação
Nove em cada dez pesquisam preços antes de comprar. Aproximadamente dois terços comparam valores em várias lojas. Entre D e E, 72% pesquisam em diferentes estabelecimentos, ante 55% nas classes A e B.
Quando o custo surpreende, dois em cada três brasileiros substituem itens por opções mais baratas, prática mais comum entre famílias de baixa renda (76% vs 58% nas classes A e B).
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