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Associações criticam avaliação do MEC de cursos de medicina

Associações privadas questionam a metodologia do MEC e pedem suspensão de medidas punitivas no Enamed 2025, enquanto o ministro afirma transição para não prejudicar alunos

Novos médicos do Programa Mais Médicos durante visita no Super Centro Carioca de Saúde, em Benfica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • Associações privadas criticam a divulgação dos resultados do Enamed para 351 cursos de medicina, apontando divergências entre dados apresentados ao sistema e os números de proficientes.
  • A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) aguarda esclarecimentos técnicos do MEC e do Inep antes de se manifestar de forma conclusiva.
  • A Abmes contesta a condução do MEC e do Inep, sobretudo a aplicação imediata de medidas punitivas para a edição inicial do Enamed, sem regras claras divulgadas previamente.
  • A Abmes defende tratar o Enamed de 2025 como diagnóstico inicial e suspender os efeitos punitivos, propondo transição e validação gradual.
  • O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que ninguém será prejudicado e que o objetivo é incentivar melhoria na infraestrutura, monitoria e laboratórios das faculdades.
  • Na avaliação, 243 cursos federais tiveram bom desempenho (média de 83,1% de proficiência), 2.402 estaduais tiveram 86,6%, 944 municipais tiveram 49,7% e 15.409 privados com fins lucrativos ficaram com 57,2%.

O MEC divulgou nesta segunda-feira (19) os resultados do Enamed, a avaliação da formação médica, envolvendo 351 cursos no país. Associações de ensino privado questionam divergências de dados entre o relatório divulgado agora e o que foi registrado em dezembro. Anup e Abmes pedem esclarecimentos técnicos antes de se manifestarem de forma definitiva.

A Anup afirmou que existem inconsistências entre os números apresentados e os dados das instituições, principalmente no que se refere ao total de estudantes considerados proficientes. A entidade aguarda informações do MEC e do Inep para entender as diferenças.

A Abmes criticou a condução do Enamed, destacando que a primeira edição ocorreu sem critérios claros de desempenho, cortes de proficiência e consequências. A associação aponta que aplicar medidas punitivas já na edição inaugural fere previsibilidade, transparência e segurança jurídica.

Avaliação

A maioria dos cursos teve desempenho considerado bom, com 243 cursos excedendo o patamar mínimo de proficiência. No total, 60% dos concluintes apresentaram proficiência suficiente em seus aprendizados.

Entre os dados, estudantes de instituições federais somaram a média mais alta, com 83,1% de proficiência. Estudantes de universidades estaduais registraram 86,6% de proficiência, entre 2.402 alunos avaliados.

A rede municipal apresentou os piores resultados, com média de 49,7% entre 944 alunos. Já os 15.409 estudantes da rede privada com fins lucrativos registraram média de 57,2%.

O ministro da Educação, Camilo Santana, participou de um evento no Palácio do Planalto e afirmou que as medidas cautelares serão aplicadas de forma gradual, com foco em transição. Segundo ele, o objetivo é não prejudicar alunos, mas estimular a melhoria de infraestrutura, monitoria e laboratórios.

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