- O presidente do Inep, Manuel Palacios, afirmou que não houve erro no resultado final do Enamed, primeira edição da avaliação de cursos de medicina que avaliou 351 cursos no país.
- Cerca de 30% dos cursos tiveram desempenho insatisfatório, considerado quando menos de 60% dos estudantes são proficientes, o que impacta o conceito Enade das instituições.
- Associações de faculdades privadas questionam divergências entre dados-reportados em dezembro e os números divulgados recentemente sobre o total de estudantes proficientes.
- Palacios reconheceu divergência na comunicação interna via sistema eMEC sobre o quantitativo, mas disse que o erro não influenciou os cálculos dos indicadores ou o resultado publicado.
- A ABMES critica as inconsistências divulgadas pelo MEC e pelo Inep, pedindo apuração criteriosa; o Inep abriu prazo de cinco dias para as instituições apresentarem esclarecimentos.
O presidente do Inep, Manuel Palacios, afirmou que não houve erro no resultado final da primeira edição do Enamed, exame que avaliou 351 cursos de medicina no país. Segundo ele, a publicação dos dados foi correta e não influenciou o cálculo do Enade.
Palacios reconheceu uma divergência interna sobre o número de estudantes considerados proficientes, causada por um erro no sistema interno eMEC. O ajuste foi feito com base no desempenho da prova, sem afetar os indicadores de qualidade publicados.
O resultado publicado mantém validade: os boletins aos participantes, os resultados por curso e o conceito Enade estão corretos. A divergência ocorreu apenas na comunicação prévia feita às instituições, sem impacto nos cálculos.
Inconsistências apontadas
A ABMES, que representa mantenedoras privadas, afirmou que houve inconsistências reconhecidas pelo MEC e pelo Inep na divulgação. A entidade critica alterações metodológicas efetuadas após o exame, antes do envio de informações às instituições.
A associação entende que mudanças nos critérios e o modo de divulgação prejudicam a transparência e a segurança jurídica, gerando dúvidas sobre a veracidade dos dados apresentados à imprensa.
A ABMES ressalta ainda que o detalhamento dos microdados não estabeleceu ligações entre alunos e instituições, dificultando a checagem dos dados e a manifestação das instituições sobre os resultados.
Medidas e prazos
O Enade permite a aplicação de medidas cautelares que podem restringir vagas ou impedir novos ingressos em cursos de medicina, caso necessário. O Inep abrirá um prazo de cinco dias, a partir da próxima segunda (26), para que instituições apresentem esclarecimentos sobre o cálculo do resultado.
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