- Em Manchester, dois ex-hackers falaram a alunos de uma formatura para alertar sobre a realidade do crime cibernético e incentivar o uso de habilidades em prol do bem.
- A ação faz parte de uma iniciativa apoiada pela Co-op e pela The Hacking Games, que identifica gamers talentosos para testar a segurança de empresas e ajudar a detectar falhas.
- Um dos ex-hackers, Conor Freeman, de vinte e seis anos, condenado a quase três anos de prisão por furto de criptomoedas, hoje trabalha como hacker ético na The Hacking Games e participa de palestras sobre caminhos legais na área.
- Freeman participa por vídeo e Ricky Handschumacher, cidadão americano de trinta anos, que também já integrou o mesmo grupo criminoso, participou da conversa e disse que aceitaria outro caminho se soubesse que há remuneração para fazer o certo.
- A Co-op, que sofreu um ataque em abril do ano passado, planeja ampliar as palestras do programa Hacking Games em as 38 escolas da rede neste ano; quatro pessoas foram presas em julho passado na investigação de ataques a Co-op, Marks & Spencer e Harrods.
Cybercriminals estiveram em uma escola de ensino médio superior em Manchester para falar sobre o uso ético de habilidades digitais. A iniciativa, apoiada pela Coop e pela startup The Hacking Games, busca transformar talentos de jogos e codagem em defesa de empresas contra ataques.
Entre os participantes, dois ex-hackers do ecossistema conhecido como The Com falaram aos estudantes. Conor Freeman, da Irlanda, cumpre pena por envolvimento em um golpe de criptomoeda; Ricky Handschumacher, dos EUA, também esteve preso pelo mesmo crime. A participação ocorreu por meio de vídeo.
A palestra ocorreu na Connell Co-op College, próxima ao Estádio Etihad, na semana passada. O objetivo é mostrar caminhos positivos para jovens talentosos, enfatizando que habilidades digitais podem proteger pessoas, organizações e comunidades.
Sobre a parceria e o programa
Fergus Hay, cofundador da The Hacking Games, destacou a conexão entre jogos e hacking, afirmando que o jogo funciona como laboratório para aperfeiçoamento de habilidades úteis na cibersegurança.
A iniciativa inclui um teste potenciado por IA para identificar jovens proficientes em jogos que possam atuar em testes de invasão, conhecidos como red teaming, ajudando empresas a detectar falhas em sistemas.
Perspectivas e próximos passos
A Coop planeja realizar novas palestras desse tipo nas 38 redes de ensino da organização ao longo do ano, com foco em orientar estudantes sobre oportunidades éticas na área de tecnologia.
Em julho do ano passado, quatro pessoas foram presas em diferentes regiões do país em investigação de ataques cibernéticos ligados a grandes redes de varejo, como forma de contextualizar o tema para o público estudantil.
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