- Escolas de ensino médio na Inglaterra devem oferecer bases de inclusão, espaços especiais para crianças neurodiversas e alunos com necessidades educativas.
- As bases de inclusão ficam longe das salas de aula e fornecem apoio em algumas disciplinas, integradas a planos para reformar o suporte a SEND.
- O governo investe até £3,7 bilhões para redesenhar o sistema e criar até 60.000 lugares sob medida para estudantes com necessidades especiais em escolas públicas.
- Novas orientações divulgadas nesta primavera orientam escolas a melhorar inclusão e acessibilidade, com salas de apoio, instalações adaptadas, jardins sensoriais e melhorias em iluminação, acústica e ventilação.
- Parte da estratégia de imóveis do Departamento de Educação inclui um fundo de £ 700 milhões para reformas, com identificação de prédios com maior risco de fechamento devido a problemas estruturais.
O governo do Reino Unido determinou que escolas secundárias da Inglaterra devem oferecer espaços de inclusão para crianças neurodiversas e estudantes com necessidades educacionais especiais (SEND). Esses espaços, chamados de bases de inclusão, ficam fora das salas de aula para oferecer suporte em algumas atividades.
As bases de inclusão já existem em algumas escolas e fazem parte de um investimento de 3,7 bilhões de libras para redesenhar o sistema. O objetivo é criar até 60 mil lugares sob medida para alunos com SEND em escolas regulares. A ideia é usar salas vagas ou estruturas novas.
A orientação publicada nesta primavera define expectativas para melhorar inclusão e acessibilidade. Entre as medidas: salas de apoio, instalações de banho acessíveis, áreas de aprendizagem ao ar livre com jardins sensoriais, além de melhorias em iluminação, acústica e ventilação.
Especialistas veem as bases como parte essencial de escolas mais inclusivas. Pesquisadores destacam que o ambiente escolar precisa acolher alunos SEND para reduzir deslocamentos e promover pertencimento.
Operadores da educação destacam que, além das bases, é necessária clareza para escolas de educação básica, bem como recursos humanos e formação de equipes para atender casos SEND com eficiência.
Dentro da estratégia de patrimônio da Educação, o governo disponibilizará 700 milhões de libras para reparos. O saldo será usado para identificar edifícios em risco de fechamento por problemas estruturais, como telhados com infiltração e caldeiras defasadas.
A Secretária de Educação, Bridget Phillipson, ressaltou que as medidas visam romper barreiras de oportunidade. Segundo ela, reformas permitem concentrar esforços na melhoria da educação de cada criança.
Especialistas parlamentares sinalizam que ainda existem preocupações sobre o estado do parque escolar na Inglaterra. O tema envolve atraso em investimentos e danos estruturais herdados ao longo dos anos.
A crise envolvendo o Raac, concreto antigo, voltou à tona em 2023, quando mais de 100 escolas foram obrigadas a fechar parcialmente ou integralmente. O episódio revelou a dimensão de antigas deficiências da infraestrutura escolar.
Pesquisadores e líderes escolares defendem que, para além das bases de inclusão, é essencial investir em recursos humanos, treinamento e financiamento estável. O objetivo é criar um sistema educacional mais justo e sustentável.
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