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Estudo aponta impactos do uso de vídeos curtos no desenvolvimento infantil

Estudo vincula vídeos curtos a piora no desenvolvimento cognitivo infantil, podendo aumentar ansiedade social e reduzir envolvimento escolar

Os irmãos Clara Santana (10) e Pedro Santana (13), são vistos com celular na mão embaixo de um cobertor. Uma a cada 3 crianças tem perfil aberto em redes, alerta pesquisa Dados foram divulgados nesta terça pela Unico e Instituto Locomotiva Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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  • Estudos da Universidade de Macau indicam que vídeos curtos consumidos em rolagem prejudicam o desenvolvimento cognitivo de crianças, aumentando riscos de ansiedade social e insegurança.
  • A pesquisa aponta uma correlação direta: mais uso de vídeos curtos leva a menor envolvimento com a escola.
  • Autoras destacam que o design das plataformas, algoritmos e a gratuidade facilitam uso excessivo e possível vício, com estímulo alto e ritmo acelerado.
  • Recomenda-se abordar as necessidades emocionais das crianças de forma offline e desenvolver habilidades de autorregulação, em vez de simplesmente tirar o celular.
  • Dados da China, até dezembro de 2024: quase 1,1 bilhão de pessoas tinham acesso a vídeos curtos, com 98,4% sendo usuários ativos; a indústria passou de 1,22 trilhões de yuan.

Duas pesquisadoras da Universidade de Macau apontaram que vídeos de formato curto, consumidos por meio de rolagem em celulares, podem impactar negativamente o desenvolvimento cognitivo de crianças. O estudo analisa a relação entre o uso de vídeos curtos, envolvimento escolar e bem-estar social de estudantes rurais chineses.

Os resultados indicam que o consumo excessivo de vídeos curtos está associado a menor participação escolar e a maiores dificuldades de concentração. As pesquisadoras destacam que o ritmo acelerado e o design das plataformas favorecem a dependência, com efeitos potencialmente prejudiciais ao desenvolvimento infantil.

A pesquisa também analisa fatores que contribuem para esse padrão, como necessidades psicológicas não atendidas offline, uso de algoritmos personalizados e a disponibilidade de conteúdo gratuito a qualquer hora. Autoras ressaltam a importância de estratégias de autorregulação e de atender às demandas emocionais das crianças sem excluir o acesso digital.

Contexto e dados relevantes na China

Até dez/2024, quase 1,1 bilhão de pessoas tinham acesso a vídeos curtos no país, com 98,4% desses usuários ativos. O relatório oficial aponta que a indústria superou 1,22 trilhões de yuan, impulsionada pelo consumo de vídeos curtos, live streaming e crescimento de microsséries.

O estudo associa o dinamismo da plataforma à dificuldade de manter foco em atividades escolares. A análise sugere que o uso problemático pode surgir como resposta a situações de estresse diário, ambiente familiar e até predisposição genética, conforme as pesquisadoras.

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