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Conservadores estudam eliminar dívida de empréstimos estudantis com juros altos

Conservadores prometem abolir juros reais dos empréstimos estudantis Plan 2, enquanto o Labour prioriza bolsas para alunos carentes e revisa custos

Badenoch said graduates were making payments ‘yet watching the balance they owe growing bigger’. Photograph: Murdo MacLeod/The Guardian
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  • O Partido Conservador propõe acabar com juros reais nos empréstimos estudantis do plano 2, para evitar que dívidas cresçam além do que é pago.
  • A secretária de Educação, Bridget Phillipson, disse que a prioridade do governo é manter bolsas para estudantes pobres, e não reduzir juros.
  • A oponente Laura Trott afirmou que os empréstimos deveriam acompanhar apenas a inflação do índice de preços ao consumidor, e sugeriu cortar cursos universitários considerados sem custo-benefício para financiar a medida.
  • A reportagem destaca que o teto de pagamento salarial dos empréstimos seria mantido congelado por mais anos, aumentando o número de graduados obrigados a quitar dívidas.
  • Críticos ligados ao governo apontam riscos para as universidades caso seja adotada a proposta, enquanto defensores de menos juros defendem alternativas como mais bolsas para jovens de baixa renda.

Kemi Badenoch afirmou que o Partido Conservador pretende abolir a chamada “armadilha de dívida” dos empréstimos estudantis de alto juros, o que acirra a pressão sobre o governo do Labour para enfrentar o custo elevado do financiamento universitário. Ela criticou o atual sistema, destacando que os graduados acabam pagando bem mais do que o que tomaram emprestado, devido aos juros.

Bridget Phillipson, secretária de Educação, indicou que a prioridade do governo seria oferecer bolsas de manutenção a estudantes de baixa renda, em vez de reduzir juros. Em entrevista à BBC, ela reconheceu problemas no sistema de empréstimos Plan 2, mas ressaltou dificuldades em efetuar mudanças.

Os Conservadores propõem zerar juros reais nos empréstimos Plan 2, enquanto Laura Trott, secretária sombra de Educação, sugeriu limitar o aumento dos empréstimos à inflação do RPI. Ela afirmou que isso reduziria o valor devido por milhões de graduados desde 2013, com financiamento possível pela redução de cursos universitários considerados sem “valor”.

Propostas e reações

Badenoch afirmou que a política atual é injusta para milhões de ex-alunos que pagam mensalmente, mas veem o saldo crescer. Ela pediu que Rachel Reeves, do Labour, use a frase de resposta econômica para adotar o plano.

Phillipson lembrou que o salário de retorno dos empréstimos deve permanecer dentro de margens futuras, ressaltando que o sistema foi criado ao longo de anos. A secretária ressaltou que não foi desenhado pelo governo atual e que mudanças exigem cautela.

Trott reforçou que algumas áreas da educação superior não entregam retorno financeiro aos estudantes. Ela sugeriu que caminhos alternativos, como programas de aprendizagem, podem reduzir endividamento e oferecer melhores perspectivas de carreira.

O ministro da Fazenda, Torsten Bell, criticou a medida, apontando riscos para as universidades. Ele afirmou que a proposta poderia levar ao fechamento de instituições caso haja cortes extensos na oferta de cursos.

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