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Como estabelecer uma sociedade de aprendizado contínuo

Stanford discute aprendizado ao longo da vida com IA, buscando ampliar acesso e evitar concentração de poder, via coalizão público-privada

William Gaudelli, diretor da Faculdade de Aprendizagem ao Longo da Vida, da Georgia Tech — Foto: Divulgação
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  • No Century Summit VI, Stanford discutiu um design educacional mais acessível, com foco em aprendizado ao longo da vida.
  • O diretor William Gaudelli afirma que o sistema de ensino precisa ser reinventado, pois cursos tradicionais já não atendem às demandas da vida moderna, com metas até 2035 e dados sobre mudanças de habilidades até 2030.
  • Candace Thille destaca a ciência do design aplicada ao aprendizado e o uso da inteligência artificial para criar modelos sob medida para diferentes públicos, ressaltando o papel da IA em ampliar o acesso ao conhecimento.
  • Carissa Little aponta que tecnologia, incluindo realidade virtual, pode expandir o acesso ao conteúdo educativo e reduzir o tempo de criação de materiais com IA.
  • Gaudelli propõe que o campus seja uma ferramenta de apoio ao estudante ao longo da vida e defende uma coalizão ampla entre governos, empresas e doadores para viabilizar a educação contínua.

Na Century Summit VI, realizado pela Universidade Stanford, líderes observaram que a inteligência artificial pode concentrar ou redistribuir poder. O objetivo é ampliar o acesso ao que hoje fica restrito a uma elite, especialmente no aprendizado ao longo da vida.

O evento discutiu um novo design educacional alinhado às demandas atuais, com foco na educação acessível a diferentes contextos. A ideia é tornar o aprendizado mais contínuo e menos dependente de modelos tradicionais de formação.

William Gaudelli, da Georgia Tech, destacou que o sistema de ensino precisa se reinventar. Segundo ele, o conceito de universidades como únicas instituições de aprendizado está em xeque, e cursos longos podem não atender à vida toda.

Metas e dados

Gaudelli apresentou um plano com metas até 2035, apontando dificuldades de recrutamento para habilidades certas e mudanças previstas nas competências até 2030. Diversidade e alcance global são prioridades para o redesign.

Candace Thille, da Stanford, defendeu a ciência do design aplicada ao aprendizado. Ela afirmou que a IA permite modelos sob medida para públicos distintos, ampliando o alcance de uma educação de qualidade.

Tecnologia como acelerador

Carissa Little, da Stanford, disse que a realidade virtual pode ser usada para adaptar conteúdos às necessidades dos alunos, com a IA reduzindo o tempo de produção de conteúdos educacionais.

Gaudelli ressaltou que o campus pode se tornar uma ferramenta de suporte vitalícia para o estudante e a comunidade. Ele citou a necessidade de uma coalizão entre governos, empresas e doadores.

Caminhos a seguir

Segundo os participantes, a implementação exige cooperação global para criar uma sociedade de aprendizado contínuo. O foco está em ampliar o acesso, pela tecnologia, a estruturas de ensino mais flexíveis e inclusivas.

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