- Em 2025, 74,2% das bolsas integrais presenciais do Prouni e do Fies foram preenchidas, subindo em relação a 2024 (74,2% vs 70,9%), mas ainda abaixo de 2017 (93,7%).
- O Prouni teve cerca de 550 mil bolsas parciais e integrais em 2025, setor que já registrou maior oferta de bolsas ao longo dos anos, apesar de ter começado a crescer mais recentemente.
- O Fies teve 53 mil contratos em 2025, acima de 2024 (44 mil); em 2024, 62% dos contratos tinham pagamentos atrasados.
- Nos cursos a distância, 70% das bolsas integrais ficaram ociosas em 2025, e 4,4% das bolsas parciais de 50% foram preenchidas no EAD, com 82% não preenchidas em 2024.
- O estudo do Semesp aponta que a capacidade de impacto dos programas é limitada pela retração histórica, destacando a importância de políticas públicas para democratizar o ensino superior e citando modelos de financiamento atrelados à renda como referência.
Em 2025, o preenchimento de bolsas integrais do Prouni e de contratos do Fies avançou em relação a 2024, mas os índices ainda não atingiram os patamares históricos. Dados do Mapa do Ensino Superior do Brasil 2026, do Semesp, indicam melhora, porém com déficits frente aos melhores anos.
O estudo aponta que 74,2% das bolsas integrais presenciais do ensino superior foram preenchidas em 2025, ante 70,9% em 2024. Mesmo assim, o patamar não alcança o maior nível já registrado, de 93,7% em 2017.
Entre 2018 e 2021 houve queda no ingresso via Prouni, chegando a 59,5% em 2022. Em 2023 houve recuperação, com aumento das matrículas preenchidas. O Semesp ressalta que o cenário atual acompanha uma trajetória de recuperação gradual.
Cenário de bolsas e financiamento
O Prouni registrou, em 2025, cerca de 550 mil bolsas parciais e integrais concedidas no ano. Em 2015, um dos melhores períodos, foram disponibilizadas 337 mil vagas, segundo dados do estudo.
O Fies apresentou tendência semelhante de recuperação: em 2025 houve 53 mil contratos, ante 44 mil em 2024. Em 2015, o programa chegou a 288 mil contratos. O modelo atual envolve o governo pagar as mensalidades, com o estudante quitando o financiamento ao fim do curso.
Para o Semesp, a dívida estudantil teve histórica alta de parcelas atrasadas, com 62% dos contratos em 2024. Políticas de refinanciamento e perdão de parte das dívidas foram implementadas em anos recentes, mas a entidade afirma que a capacidade de impacto permanece limitada diante de déficits fiscais.
Bolsas parciais e EAD
Nos cursos a distância, 70% das bolsas integrais ficaram ociosas em 2025, frente a 82% de não preenchimento em 2024. A tendência contrária aos períodos de maior ocupação, como em 2015, quando 83,6% das matrículas EAD estavam ocupadas.
A oferta de bolsas parciais tem perdido atratividade. Em 2025, apenas 15,5% das bolsas parciais presenciais foram preenchidas, frente a 11,4% em 2022. Para o EAD, a ociosidade chegou a 4,4% das vagas com bolsa parcial em 2025, indicando menor adesão a esse modelo.
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