- A UNESCO divulgou o Relatório GEM 2026, indicando 273 milhões de crianças, adolescentes e jovens fora da escola em 2024, ou seja, uma em cada seis pessoas nessa faixa etária.
- O atraso na permanência escolar acelerou apenas em alguns lugares; África subsaariana enfrenta desaceleração acentuada por crescimento populacional e crises, incluindo conflitos, que elevam o risco de evasão.
- Em 2024, havia 1,4 bilhão de estudantes matriculados globalmente, com avanços significativos na pré-escola (expansão de 45%) e no ensino superior (aumento de 161%).
- As taxas de conclusão vêm aumentando: primário passou de 77% para 88%, ensino fundamental de 60% para 78% e ensino médio de 37% para 61%. No entanto, o ritmo ainda não basta para chegar a 95% do ensino médio até 2105.
- O relatório reforça metas do ODS 4 para 2030, destacando avanços em educação inclusiva e financiamento, além da necessidade de melhor uso de dados para monitorar participação, equidade e qualidade.
A Unesco divulgou o Relatório GEM 2026, que aponta 273 milhões de crianças, adolescentes e jovens fora da escola em 2024. O número representa 1 em cada seis pessoas nessa faixa etária, com o aumento registrado pelo sétimo ano seguido. Crescimento populacional, crises e cortes de orçamento são citados.
Segundo o relatório, a população fora da escola pode ser subestimada em pelo menos 13 milhões quando dados suplementares de fontes humanitárias são usados para corrigir lacunas nos dez países mais afetados por conflitos. Trata-se da primeira edição da Contagem Regressiva para 2030.
Em 2024, o total de matrículas chegou a 1,4 bilhão de estudantes, com aumento significativo desde 2000: +327 milhões no ensino primário e secundário, +45% na pré-escola e +161% no ensino superior. O fenômeno envolve avanços como maior acesso em países diferentes.
Educação pré-primária
O relatório avalia se crianças de 5 anos estão em sala de aula. Embora o indicador global mostre 75% de acesso, dados locais indicam apenas 60% de crianças do ensino fundamental com pelo menos um ano de pré-primário, sugerindo inequidades no início da jornada.
Permanência escolar
A tendência de permanência na escola desacelerou em quase todas as regiões desde 2015, com África Subsaariana mais impactada pelo crescimento populacional e por crises. O Oriente Médio também aparece entre áreas com altos riscos de atraso educacional.
Alguns países mostram ganhos: Madagascar, Togo, Marrocos, Vietnã, Geórgia e Turquia reduziram evasão em diferentes faixas etárias; Costa do Marfim reduziu pela metade a exclusão. Entre 2000 e 2024, México reduziu evasão mais que El Salvador; Serra Leoa aumentou conclusão primária; Iraque ganhou avanço no ensino médio.
Conclusão do ensino
A taxa de conclusão escolar subiu de 77% para 88% no primário, de 60% para 78% no fundamental II e de 37% para 61% no ensino médio. O ritmo de crescimento do ensino médio permanece modesto, estimando 95% de conclusão apenas em 2105, se mantidas as tendências.
Repetência e financiamento
As taxas de repetência caíram — 62% no primário e 38% no ensino médio inferior desde 2000. Em muitos países de renda baixa, atrasos ainda são comuns. A depender de políticas, o financiamento da educação tem ampliado mecanismos de transferência, com impacto direto sobre alunos e escolas.
A agenda mundial para 2030 segue o ODS 4, com metas nacionais nacionais para educação de qualidade, equidade e conclusão efetiva. A Unesco defende melhor uso de dados, monitoramento mais preciso e políticas avaliadas por resultados e impactos, sempre com foco em equidade.
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