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Pesquisa alerta: adolescentes ainda desprotegidos contra o HPV

Pesquisa aponta que apenas 54,9% dos adolescentes de 13 a 17 anos têm certeza de ter tomado a vacina contra o papilomavírus humano (HPV), deixando milhões sem proteção

Brasília (DF) 17/10/2025 O Dia D nacional de multivacinação, mobilização voltada à atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos, no Riacho Fundo II, cidade satéite de Brasília. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • A PeNSE 2024 do IBGE mostra que apenas 54,9% dos estudantes de 13 a 17 anos têm certeza de já ter tomado a vacina contra o HPV.
  • Ainda segundo a pesquisa, 10,4% não estavam vacinados e 34,6% não sabiam se receberam a vacina, totalizando cerca de 1,3 milhão de adolescentes desprotegidos.
  • A vacina é recomendada para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, mas a cobertura caiu oito pontos percentuais desde 2019, com queda maior entre meninas (16,6 pontos).
  • A diferença por rede de ensino é marcada: 11% dos estudantes da rede pública não se vacinaram, contra 6,9% da rede privada; entre os motivos, houve hesitação por pais, desconhecimento e dificuldade de acesso.
  • Dados de 2025 mostram melhora na cobertura: 86% das meninas e 74,4% dos meninos já receberam a vacina; a aplicação em dose única começou em 2024, com resgate vacinal em escolas até junho de 2026.

O HPV é alvo de vacinação gratuita no SUS, com mira na prevenção de cânceres como colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. A proteção depende de tomar a vacina no fim da infância ou no início da adolescência, faixa que ainda não atingiu toda a população-alvo.

A PeNSE 2024, realizada pelo IBGE, aponta que apenas 54,9% dos estudantes entre 13 e 17 anos têm certeza de já ter sido vacinados contra o HPV. O levantamento registra 10,4% sem vacinação e 34,6% sem certeza sobre o status vacinal.

A pesquisa ainda mostra que 30,4% dos adolescentes já tiveram vida sexual ativa, com idade média de iniciação de 13,3 anos entre os meninos e 14,3 entre as meninas. Dados indicam queda de cobertura vacinal de 8 pontos percentuais desde 2019.

Entre as pessoas vacinadas, 59,5% são meninas e 50,3% meninos, porém a queda foi maior entre as meninas (16,6 p.p.). A cada 3 adolescentes não vacinados, metade não sabe que precisa tomar a vacina.

A falta de informação, de acesso e de percepção de risco aparecem como fatores relevantes para a hesitação vacinal, segundo especialistas. A diretora da SBIm, Isabela Balallai, cita também a importância da educação nas escolas para ampliar adesão.

Panorama e atuação escolar

Pesquisas indicam que a escola pode atuar para reduzir barreiras: informar os estudantes, facilitar o acesso à vacinação e mobilizar famílias. Em muitas redes, a vacinação ocorre também nas unidades de saúde, com a comprovação de vacinação disponível no app Meu SUS Digital.

Dados preliminares de 2025, segundo o Ministério da Saúde, mostram melhoria na cobertura: 86% entre meninas e 74,4% entre meninos. A vacinação contra HPV é dada em dose única desde 2024, fortalecendo a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos.

O resgate envolve ações em escolas até junho de 2026, com continuidade de aplicação nas unidades de saúde para quem não tiver o comprovante. O objetivo é ampliar a proteção contra HPV antes do início da vida sexual.

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