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Com Spielberg, sobrevivente de Auschwitz com 101 anos luta contra o ódio

Aos 101 anos, Ginette Kolinka transforma memória de Auschwitz em ferramenta de combate ao antisemitismo na França, com a ajuda de Steven Spielberg

Ginette Kolinka smiles after a meeting with pupils in a Paris-region high school in Saint-Maur-des-Fosses, 21 March, 2026
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  • Ginette Kolinka, hoje com 101 anos, tornou-se defensora contra o antisemitismo na França, compartilhando memórias do Holocausto em visitas a escolas e entrevistas.
  • O impulso para abrir-se veio após Steven Spielberg apoiar, 30 anos atrás, a coleta de depoimentos de sobreviventes por meio de uma fundação ligada a Schindler’s List.
  • Kolinka disse que, em 1997, começou a falar sobre a culpa de sobrevivente e os traumas de Auschwitz-Birkenau, após décadas de silêncio.
  • Durante a Segunda Guerra Mundial, a França ocupada deportou 76 mil judeus; apenas cerca de 2,5 mil sobreviveram.
  • Em visita a uma escola em Saint-Maur-des-Fosses, próximo a Paris, Kolinka descreveu prisões, o transporte em vagões sem janelas e a tatuagem de número 78599; destacou que foi mantida como trabalhadora forçada antes de chegar às câmaras de gas.

Ginette Kolinka, de 101 anos, tornou-se símbolo de combate ao antissemitismo na França, apoiada pela ajuda de Steven Spielberg. A sobrevivente de Auschwitz-Birkenau passou décadas mantendo seus relatos em segredo, para não reviver as memórias dolorosas.

A virada ocorreu há cerca de 30 anos, quando Spielberg criou uma fundação para coletar depoimentos de sobreviventes. Kolinka, inicialmente reticente, acabou concordando após uma conversa de três horas em 1997, motivada pela necessidade de manter a memória viva.

Entre 1944 e 1945, Kolinka foi deportada com milhares de judeus de Paris para o campo de concentração. Ela descreve o trajeto em wagões sem janelas e o retorno à França, marcados pela desnutrição e trauma, detalhes que nunca se apagaram.

Foco na memória e no combate ao ódio

Hoje, a jornalista e autora permanece como uma das vozes mais visíveis da experiência em Auschwitz. Seus relatos aparecem em livros, entrevistas e visitas a escolas, buscando evitar que as lições do Holocausto se percam.

Durante visitas a salas de aula na região parisiense, Kolinka descreve as brutalidades que enfrentou, desde a separação até a identificação por tatuagem. O objetivo é educar jovens e promover a tolerância diante da discriminação.

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