- 59% dos estudantes do 3º ano do ensino médio estão abaixo do nível básico em língua portuguesa ou matemática, segundo dados do SAEB apresentados em 14 de abril de 2026.
- Os números foram divulgados durante o Encontro Anual 2026 do Todos pela Educação, que debate políticas públicas para 2027 a 2030.
- O diretor de políticas públicas da organização, Gabriel Barreto Corrêa, afirmou que o Brasil não superou o desafio da aprendizagem e que o ritmo de aprendizado desacelerou antes da pandemia.
- A evolução ao longo dos anos mostra que, em 2019, o índice era de 52%; em 2021, 57%; e em 2023, 59%, próximo de 2013, quando atingiu 64%.
- Foi lançada a iniciativa Educação Já nas Eleições de 2026 e o documento Dois Movimentos, Uma Só Agenda; participaram secretarias do Ministério da Educação e parlamentares, entre outros convidados.
O Brasil não superou o desafio da aprendizagem, segundo dados do SAEB divulgados no evento Todos pela Educação. A pesquisa mostra alto déficit de aprendizado entre estudantes brasileiros. O tom é de continuidade do problema ao longo da última década.
Segundo a organização, 59% dos alunos do 3º ano do ensino médio ficaram abaixo do nível básico em língua portuguesa e matemática. O dado foi apresentado durante o Encontro Anual 2026, realizado nesta quarta-feira.
O relatório destaca que o ritmo de aprendizado já desacelerava antes da pandemia. Em 2019, o índice era de 52%; em 2021, subiu para 57%. A leitura é que não houve avanços consistentes na última década, mas também não houve uma década perdida.
Durante o evento, foi anunciada a iniciativa Educação Já nas Eleições de 2026, alinhada ao documento Dois Movimentos, Uma Só Agenda. O objetivo é orientar políticas públicas entre 2027 e 2030 para a educação básica.
Participaram remotamente representantes do MEC, incluindo a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, e a secretária de Educação Continuada, Zara Figueiredo. Também estiveram presentes Tabata Amaral e Teresa Leitão, além de outros convidados.
Criada em 2006, a organização Todos Pela Educação é financiada por doações de pessoas e instituições e afirma não possuir vínculo partidário. O objetivo é monitorar e propor políticas públicas para a educação brasileira.
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