- A Polícia da Ilha de Man relata aumento de deepfakes e imagens indecentes criadas por crianças usando IA, com alguns estudantes trocando de escola ou deixando a ilha.
- PC Louise Kennaugh afirma que há dano emocional e físico significativo, e que o bullying migrou para as redes sociais com consequências mais graves.
- Casos envolvem jovens de idade próximo à seven anos, e em alguns casos o problema já cruza para condutas criminosas.
- A prioridade é educar, não criminalizar, segundo Kennaugh; há foco em orientar estudantes e famílias para compreender e prevenir o fenômeno.
- Pais são incentivados a ficar atentos ao que os filhos fazem online, de forma cuidadosa e não invasiva, buscando monitoramento responsável.
Na Ilha de Man, autoridades reportaram um aumento significativo de bullying ligado à inteligência artificial, que tem levado alunos a mudarem de escola ou até deixarem a ilha. A informação foi divulgada no contexto de um aumento recente no uso de IA para criar conteúdos prejudiciais.
A policial responsável pelo tema, a PC Louise Kennaugh, afirmou que o problema tem atingido crianças de forma cada vez mais intensa, com impactos emocionais e físicos relevantes. Ela destacou que casos de violação de privacidade e criação de imagens falsas a partir de IA estão ligados a situações de maior gravidade.
Segundo Kennaugh, o bullying tradicional migrou para as redes sociais, ganhando contornos mais graves e, em alguns casos, envolvendo condutas que podem configurar infrações criminais. Ela descreveu situações em que jovens criam imagens falsas para simular ações entre colegas.
Educação, não criminalização
Kennaugh, que atua como agente de educação escolar, informou que crianças de até sete anos já mostram sinais do tema nas atividades escolares. Em sala, uma parte relevante dos alunos já reconhece conteúdos online que causam medo ou confusão, sugerindo que o problema tende a se intensificar com o tempo.
A policial ressaltou a necessidade de priorizar a educação sobre uso responsável da tecnologia, em vez de punir jovens por atos envolvendo IA. Também pediu aos pais que acompanhem, de forma cuidadosa, a atividade online de seus filhos, sem invasão, enfatizando a responsabilidade com o bem-estar infantil.
Ela enfatizou que as consequências negativas podem evoluir com o tempo, e que mudanças de escola ou de local de residência têm sido observadas em alguns casos, motivadas por danos emocionais ou físicos.
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