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Viralização da Novela das Frutas preocupa psicólogos e revela riscos

Novelas de frutas criadas por IA viralizam e levantam alerta de psicólogos sobre dessensibilização, violência e riscos para crianças e adolescentes

Novela de frutas
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  • Vídeos de “Novelas das Frutas”, criadas por inteligência artificial, viralizaram principalmente no TikTok, com foco em frutas humanizadas e histórias no formato de reality show.
  • Conteúdos costumam incluir palavrões, preconceito, misoginia e sexualização, gerados por roteiros de usuários independentes.
  • Psicólogos alertam para impactos em crianças e adolescentes, destacando dessensibilização, repetição de ganchos e consumo contínuo sem reflexão.
  • Animações com frutas tornam cenas de violência ou conflito mais leves, o que pode reduzir a percepção de risco e dificultar o enfrentamento emocional.
  • Preocupações também envolvem o desenvolvimento infantil, já que a estética colorida e similar a desenhos infantis facilita o acesso infantil; reforçam a necessidade de orientação e vigilância dos pais.

As novelas de frutas, criadas por Inteligência Artificial, ganharam destaque nas redes sociais, especialmente no TikTok, com vídeos de curta duração que mostram personagens como Moranguete, Bananildo e Abacatudo em formato de reality show. O conteúdo mistura estética infantil com enredos polêmicos, incluindo palavrões, preconceito e sexualização em alguns roteiros.

Especialistas em psicologia avaliam impactos potenciais para crianças e jovens. O conteúdo é produzido por diversos usuários independentes, o que favorece variações de qualidade e de temas, nem sempre apropriadas para o público mais jovem. O tema tem gerado debates sobre limites e segurança.

Maysa Nóbrega, psicóloga, explica que os vídeos podem favorecer uma sensação de “brain rot”, termo usado para conteúdos superficiais. Ela afirma que, diante da sobrecarga de informações, essas histórias funcionam como válvula de escape, mantendo o espectador engajado por meio de ganchos que alimentam um consumo contínuo.

A psicóloga afirma ainda que essa estratégia de continuidade pode dessensibilizar o público, normalizando situações como traições, violência ou morte. O cérebro tende a se acostumar com conteúdos fáceis, deixando de lado reflexões mais profundas, segundo a especialista.

Victória Pannunzio, outra psicóloga, aponta que animações com frutas podem parecer menos sérias, o que facilita a identificação emocional, mesmo quando as cenas envolvem violência. Segundo ela, o público pode sentir emoções reais, ainda que com menor intensidade, o que facilita o afastamento emocional.

Para Victória, as novelas funcionam como fuga da realidade, útil para explorar temas de dor e sofrimento em um cenário lúdico. Ela ressalta, porém, que nem toda fuga é prejudicial e que a arte pode permitir expressão criativa, inclusive para adultos.

Preocupações reais sobre o consumo desse conteúdo passam pela faixa etária. Maysa destaca que o cérebro infantil ainda não está preparado para o vasto volume de estímulos das redes, aumentando a atratividade dos vídeos para crianças. O acompanhamento dos pais é essencial.

A especialista orienta que filhos sejam observados, orientados e conversados com regularidade. Nesse contexto, o controle parental das plataformas é visto como insuficiente para evitar conteúdos nocivos, exigindo participação ativa dos responsáveis.

Victória reforça a necessidade de vigilância parental, já que as novelas são visualmente chamativas, com estética semelhante a desenhos infantis, o que atrai crianças. Ela recomenda conversas frequentes sobre o conteúdo assistido e sinalização de possíveis impactos.

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