Em Alta NotíciasPessoasConflitosAcontecimentos internacionaisPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Deputados apresentam emendas que ameaçam meio milhão de vagas de aprendizes

Emendas ao Estatuto do Aprendiz podem cortar até meio milhão de vagas para aprendizes ao desobrigar 14 setores de cumprir cotas

Antônio Pasin, superintendente da Febraeda: Eles entendem a aprendizagem como uma obrigação - (crédito: Arquivo Pessoal)
0:00
Carregando...
0:00
  • Deputados apresentaram emendas ao Projeto de Lei nº 6.461/2019 (Estatuto do Aprendiz) que desobrigam 14 setores de contratar aprendizes entre 14 e 24 anos, e a tramitação está travada na Câmara.
  • A medida pode reduzir drasticamente as vagas de aprendizes, com a Federação Brasileira de Associações Socioeducacionais de Adolescentes (Febraeda) estimando ameaça a até meio milhão de oportunidades.
  • Entre os itens alterados, cargos da base de cálculo da cota de aprendizagem seriam excluídos, como motoristas, vigilantes, além de setores como call center, telemarketing e segurança.
  • As emendas foram apresentadas por diversos deputados, incluindo Sóstenes Cavalcante, Rodrigo Valadares, Caroline de Toni e Pedro Lupion, entre outros.
  • O Estatuto do Aprendiz, ainda sem aprovação, visa modernizar a legislação existente, trazer segurança jurídica e regulamentar a aprendizagem na administração pública, além de permitir contratações por segmentos não obrigados por lei.

O Projeto de Lei nº 6.461/2019, conhecido como Estatuto do Aprendiz, enfrenta resistência na Câmara dos Deputados. Emendas apresentadas pela base aliada à Frente Parlamentar pelo Livre Mercado desobrigam 14 setores de cumprir cotas de aprendizes para jovens de 14 a 24 anos. A tramitação está travada sem prazo para votação.

As emendas foram propostas por deputados do PL, Republicanos e aliados, entre eles Sóstenes Cavalcante (RJ), Rodrigo Valadares (SE) e Caroline de Toni (SC). A medida reduz o alcance das cotas, atingindo cargos como motoristas, vigilantes e funções de call center e segurança.

Segundo a FEBRAEDA, a Federação Brasileira de Associações Socioeducacionais de Adolescentes, a proposta pode reduzir até meio milhão de vagas de aprendizes no país. A entidade aponta que mudanças classificam como alheias ao objetivo do Estatuto a exclusão de funções da base de cálculo.

Entenda o que está em jogo

Na prática, a legislação atual prevê cotas de aprendizagem para empresas com mais de sete empregados. A aplicação varia de 5% a 15% do quadro, conforme funções elegíveis. Ao excluir funções-chave, o total de vagas disponíveis para jovens pode encolher.

Quem está envolvido

Além dos proponentes das emendas, a tramitação envolve a Câmara dos Deputados e órgãos representantes do setor produtivo. O argumento é considerar a aprendizagem como investimento, não mera obrigação.

Por que a discussão avança ou recua

A defesa das emendas sustenta simplificar regras e ampliar flexibilidade para empresas. Críticos afirmam que a mudança desprotege aprendizes e enfraquece políticas públicas de qualificação profissional.

Contexto do Estatuto

O Estatuto do Aprendiz moderniza a Lei 10.097/2000, completando 25 anos. O texto não cria novas obrigações nem custos, segundo seus defensores. Aponta melhoria de segurança jurídica e inclusão de aprendizes na administração pública direta.

Dificuldades para aprovar

A глав perspectiva de alguns setores é contestar o texto para evitar cotas. Análises apontam interesses econômicos de segmentos que historicamente não cumprem a lei, como call centers, transporte e segurança, segundo críticos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais