- O movimento de publicação de obras de escritores indígenas ganhou espaço nos últimos trinta anos, tornando a presença no mercado editorial brasileiro mais comum.
- Grandes nomes como Davi Kopenawa, Ailton Krenak (imortal da Academia Brasileira de Letras desde 2024), Daniel Munduruku e Eliane Potiguara aparecem como referências, abrindo portas para novas vozes.
- Destaques do momento incluem seis escritores indígenas: Trudruá Dorrico (Makuxi), Aurtitha Tabajara, Geni Nuñez (guarani), Cristino Wapichana, Márcia Kambeba e Ezequiel Vitor Tuxá.
- Trudruá Dorrico é pesquisadora e poetisa, com obras previstas e participação em coletâneas que terão papel importante no vestibular da Fuvest até 2033.
- Aurtitha Tabajara é a primeira mulher indígena a publicar cordel no Brasil e já integrou coletâneas premiadas, além de contribuir para educação infantil com obras diversas.
O cenário da literatura indígena brasileira ganha fôlego com novas vozes que ampliam o repertório, seja em ensaios, poemas ou literatura infantil. O movimento vem se consolidando há cerca de 30 anos, abrindo espaço para autores como Davi Kopenawa e Ailton Krenak.
Novas escritoras e escritores indígenas aparecem para ampliar o panorama nacional. Trudruá Dorrico, Geni Nuñez, Márcia Kambeba, Cristino Wapichana, Aurtitha Tabajara e Ezequiel Vitor Tuxá são destacados por obras que vão de cordel a ficção, passando por ensaios e poesia.
Trudruá Dorrico
Trudruá Dorrico (1990) é Makuxi, natural de Guajará-Mirim, Rondônia, e doutora em Teoria da Literatura pela PUCRS. Atua como pesquisadora, poetisa e organizadora de coletâneas relevantes para o tema indígena.
Entre suas obras estão Makunaimã Morî Mai e Tempo de Retomada, com lançamentos previstos para 2025. Também participa de Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, de 2023.
Aurtitha Tabajara
Aurtitha Tabajara (1980), de Ipueiras, Ceará, é a primeira mulher indígena a publicar cordel no Brasil. Entre seus títulos estão Coração na Aldeira, Pés no Mundo e infantis como A Árvore do Caju.
Contribuiu para Apytama – Floresta de Histórias, vencedor do Jabuti 2024 na categoria Juvenil. Também atua como organizadora de Saberes Indígenas para a Educação Infantil, em 2025. Sua história aparece em documentário de 2025.
Geni Nuñez
Geni Nuñez (1991), de Dourados, MT, é psicóloga, escritora e ativista guarani. Doutora em ciências humanas pela UFSC, é referência em estudos sobre relações sociais na sociedade contemporânea.
Entre seus livros estão Descolonizando Afetos (2023) e Felizes por Enquanto (2024). Também publicou o infantil Jaxy Jaterê (2023).
Cristino Wapichana
Cristino Wapichana (1971), de Boa Vista, RR, destaca-se na literatura infantil indígena.Foi incluído na coletânea vencedora do Jabuti Apytama – Floresta de Histórias (2023).
Seu livro A Boca da Noite (2020) recebeu a Estrela de Prata do Prêmio Peter Pan, do IBBY, na Suécia.
Márcia Kambeba
Márcia Kambeba (1979), de Solimões, AM, é geógrafa e pesquisadora com mestrado pela UFAM. Escreve poemas, ensaios e livros infantis desde a juventude.
Entre as obras estão Saberes da Floresta (2020) e O Lugar do Saber Ancestral (2021). Kambeba também publicou Kumiça Jenó (2021) e Ay Kakyri Tama (2018).
Ezequiel Vitor Tuxá
Ezequiel Vitor Tuxá (1997) nasceu na aldeia Tuxá Kiniopará, na Bahia. Além de escritor, atua como artista visual e psicólogo formado pela UFBA.
Seu romance de estreia, O Que Falam as Águas? (2022), aborda os impactos da hidrelétrica de Itaparica. Também lançou Ihendzi: A Árvore Andante e Rei-pássaro, em 2025.
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