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Dois em três crianças veem aumento do bullying online, aponta estudo

ONU aponta que dois terços das crianças veem o cyberbullying crescer; IA generativa e deepfakes ampliam ataques online e dificultam detecção

Crianças online — Foto: Ron Lach via Pexels
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  • Dois terços das crianças acreditam que o cyberbullying está aumentando, segundo relatório global da Organização das Nações Unidas.
  • A ONU ouviu mais de trinta mil crianças e destacou que metade não sabe como obter apoio adequado em situações de bullying online; um terço dos usuários da internet tem menos de dezoito anos.
  • O uso de inteligência artificial, especialmente deepfakes, está transformando as práticas de bullying na internet, tornando-as mais rápidas, direcionadas e em escala maior.
  • Crianças relatam estigma e medo de denunciar, com receio de rejeição entre pares e de sermões de adultos.
  • O relatório cobra ação conjunta de governos, indústria, educadores, famílias e jovens para enfrentar o problema, com foco em espaços digitais que ofereçam ajuda rápida, segura e humana.

O que aconteceu: a ONU divulgou um relatório global de segurança infantil na internet com dados de uma pesquisa que ouviu 30 mil crianças ao redor do mundo. Dois terços acreditam que o cyberbullying está aumentando.

Quem está envolvido: Organização das Nações Unidas (ONU) e crianças de diferentes países. O estudo destaca também a participação de governos, educadores, famílias e a atuação da indústria como partes da solução.

Quando e onde: o levantamento global foi apresentado em um evento sobre direitos humanos na Suíça, entre março e abril de 2026. O relatório aborda o uso da internet por menores de 18 anos em todo o planeta.

Por quê: o documento aponta desafios crescentes com o avanço da tecnologia, especialmente com a inteligência artificial generativa e os deepfakes, que ampliam a rapidez, a segmentação e a escala do bullying online.

Avanços tecnológicos e impacto no bullying

O relatório afirma que IA generativa está remodelando as práticas de bullying online. O comunicado cita que ataques se tornam mais rápidos e difíceis de detectar, podendo alcançar várias plataformas.

Além disso, o texto ressalta o estigma que impede as crianças de falar sobre o problema. Medo da rejeição pelos pares e do julgamento de adultos agrava o silêncio.

Dados-chave do estudo

Mais da metade das crianças não sabe como buscar apoio adequado em situações de cyberbullying. Hoje, quase 1/3 dos usuários de internet tem menos de 18 anos, segundo a ONU.

O relatório reforça a necessidade de ações coordenadas entre governos, indústria, educadores e famílias. A participação das próprias crianças é destacada como essencial para combater o problema.

Voz das crianças

Uma das crianças ouvidas disse que os espaços digitais não podem ser locais apenas de denúncia, mas de atendimento rápido, com segurança e humanidade. A mensagem reforça a importância de projetos que incluam a participação jovem.

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