Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

China orienta escolas a reduzir competição e proteger saúde mental de alunos

China orienta escolas a reduzir competição para priorizar saúde mental de alunos e tranquilizar pais, em meio a queda de natalidade e pressão por desempenho

Crianças em escola na China — Foto: Reprodução: Nikkei Asia
0:00
Carregando...
0:00
  • Autoridades chinesas buscam reduzir a competição por notas entre alunos do ensino fundamental para aliviar o fardo dos pais e a ansiedade, visando aumentar a confiança e a saúde mental dos estudantes.
  • Em fevereiro, o Ministério da Educação mandou diretrizes insistindo na prioridade à saúde emocional e na redução do estresse escolar, seguindo restrições já anunciadas em dezembro sobre avaliações.
  • Proibições incluíram provas escritas nos dois primeiros anos do ensino fundamental e a limitação de uma única prova semestral para as séries seguintes, com notas não públicas, apenas aos alunos e aos pais.
  • Algumas escolas passaram a reduzir o tempo de aula e a valorizar exercícios práticos, enquanto intervalos entre aulas foram ampliados para quinze minutos e houve incentivo a mais atividades ao ar livre para combater problemas como a miopia.
  • A medida faz parte de um esforço maior para conter a queda da taxa de natalidade, com dados apontando que nascimentos em 2025 ficaram abaixo de oito milhões, em meio à busca por reduzir a pressão sobre famílias e estudantes.

As autoridades chinesas intensificam ações para reduzir a competição por notas entre alunos do ensino básico, buscando aliviar o peso sobre famílias e a ansiedade que influencia decisões de ter filhos. Em fevereiro, o Ministério da Educação enviou diretrizes locais com foco na saúde emocional e na redução do estresse estudantil.

As medidas seguem restrições anunciadas em dezembro para provas no ensino fundamental. Proibidos testes escritos nos dois primeiros anos, e apenas uma avaliação semestral para as séries seguintes. As notas não são classificadas nem tornadas públicas, acessíveis apenas a alunos e pais.

O governo também limitou provas unificadas entre escolas em uma região, salvo para a série mais avançada. Alguns estabelecimentos reduziram a duração das aulas para permitir prática repetida de exercícios, conforme a Televisão Central da China.

Em outubro, já tinham sido anunciadas 10 medidas para a saúde mental de jovens, incluindo prevenção de sobrecarga de tarefas e da competição que atrasa o sono. Intervalos entre aulas passaram de 10 para 15 minutos, com incentivo a mais tempo ao ar livre.

Dados de campo apontam impactos na visão dos estudantes: em Dalian, 95% das crianças de uma turma usam óculos, indicativo de pressão e tempo de tela. O governo argumenta que reduzir o estresse escolar é parte de uma estratégia maior para estabilizar a demografia.

Estudos divulgados por pesquisadores da Universidade Renmin entrevistaram mais de 8 mil pessoas entre 2023 e 2024. Entre os entrevistados, muitos citam a educação como fator central de custos de vida e de planejamento familiar.

Acompanhando o debate, a percepção de pais é de que o desempenho nos exames universitários continua a influenciar oportunidades futuras, o que alimenta a prioridade pela educação. A pressão que recai sobre as famílias é citada como fator de ansiedade.

Desde 2021, a China adotou uma política de dupla redução para tarefas de casa e reforço escolar. Também houve controle de preços e regulações sobre serviços de reforço, com o objetivo de reduzir custos para famílias e alunos.

A queda da taxa de natalidade é mencionada como motivação adicional para as medidas. Dados oficiais indicam que, após superar 10 milhões de nascimentos em 2021, o volume caiu para menos de 8 milhões em 2025.

Apesar das mudanças, a competição acadêmica permanece enraizada na sociedade, evidenciada pelo prestígio contínuo do gaokao. Especialistas ressaltam que não há soluções rápidas para esse desafio cultural.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais