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Greves de servidores de universidades voltam a ocorrer de forma recorrente

Greves de servidores atingem 53 universidades e institutos federais, com pedidos de reajuste e debate sobre o financiamento do ensino superior público

Cadeiras bloqueiam acesso ao prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP
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  • Servidores de 53 universidades e institutos federais estão em greve, em protesto que se espalha pelo ensino público superior.
  • Na USP, a paralisação começou em 14 de abril, reação à Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Grace) de 4.500 reais para docentes que assumirem projetos estratégicos.
  • O Sintusp pede reajuste fixo de 1.200 reais nos salários e recomposição das perdas inflacionárias desde 2012 (14,5%), enquanto estudantes reivindicam melhores bolsas e restaurantes.
  • A USP propôs dividir o valor anual da Grace (238,4 milhões de reais) entre os servidores, o que daria cerca de 1.600 reais mensais por pessoa; a decisão será avaliada pelo sindicato.
  • O orçamento de 2026 da USP é de 9,4 bilhões de reais, com 84,2% destinados ao pagamento de pessoal; a pressão orçamentária se divulga para além da USP e envolve debate sobre financiamento privado.

Nos servidores da USP deflagraram greve em 14 de abril, em protesto à criação de uma gratificação de até cerca de R$ 4,5 mil mensais para docentes que assumem projetos estratégicos, como disciplinas em inglês e ações de extensão. A medida foi aprovada pelo Conselho Universitário no fim de março.

A paralisação envolve docentes e técnico-administrativos. O Sintusp afirma que a proposta beneficia apenas parte da comunidade e pede reajuste fixo de R$ 1.200 nos salários e recomposição das perdas inflacionárias desde 2012, estimadas em 14,5%.

Alunos também reclamam. Até 20 de abril, estudantes de 15 faculdades aderiram à greve, cobrando melhoria nas condições de permanência estudantil, aumento de bolsas e qualidade dos restaurantes universitários.

A USP contesta e propõe outra distribuição: o montante anual da Grace, definido em R$ 238,4 milhões, seria dividido entre os servidores, resultando em cerca de R$ 1.600 por mês. A avaliação fica a cargo do Sintusp, em 21 de abril.

A greve da USP ocorre num cenário nacional de mobilização. Hoje, servidores de 53 universidades e institutos federais estão em greve, segundo levantamento da imprensa. A reivindicação central é rever o modelo de financiamento do ensino superior público.

No orçamento de 2026, a USP recebe R$ 9,4 bilhões do Tesouro Estadual, com 84,2% destinados ao pagamento de pessoal, aumento de 5,6% frente a 2025. As bolsas da Política de Permanência cresceram 6% (2024→2025) e 4% (2026), somando R$ 215 milhões.

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