- Débora Garofalo foi reconhecida pela Fundação Varkey como a professora mais influente do mundo, no Global Teacher Prize, por usar redes sociais para ampliar a aprendizagem além da sala.
- O projeto robótica com sucata nasceu em 2015 na Escola Municipal de Ensino Fundamental Almirante Ary Parreiras, na zona sul de São Paulo, e hoje é uma política pública que atende 3,7 milhões de estudantes em 5.400 escolas do estado.
- Em 2025, Débora esteve na Ucrânia, convidada pelo presidente Volodymyr Zelensky, ensinando estudantes ucranianos a fazerem lanternas com sucata. Ela relata a experiência e a frustração com a pouca valorização dos professores no Brasil.
- Principais desafios incluíram resistência de alunos e de parte da comunidade escolar, além de necessidade de sensibilizar famílias e buscar parcerias com ONGs; o projeto passou a usar material reciclável para promover robótica social.
- A educadora defende o uso responsável das redes sociais para democratizar a educação, menciona a BNCC da Computação em implementação e afirma que, embora tenha sido reconhecida fora do país, ainda busca apoio interno para ampliar investimentos em educação no Brasil; está afastada do cargo desde junho do ano passado, atuando em consultorias.
Débora Garofalo ganhou notoriedade mundial ao transformar a educação pública com um projeto de robótica feito com sucata. A professora foi reconhecida pela Fundação Varkey, em fevereiro, como a mais influente do mundo, por usar redes sociais para ampliar o aprendizado além da sala de aula.
O projeto nasceu em 2015, na EMEF Almirante Ary Parreiras, na zona sul de São Paulo. A iniciativa surgiu ao ouvir relatos de alunos sobre enchentes, doenças e rigidês na comunidade, e evoluiu para uma prática de robótica social com impacto público.
Hoje, a robótica com sucata é uma política pública no estado. Alcança 3,7 milhões de estudantes em 5.400 escolas. Em 2025, Débora participou de atividades na Ucrânia, a convite de Volodymyr Zelensky, ensinando alunos ucranianos a fazer lanternas com material reciclável.
Origens do projeto
Débora descreve que a ideia veio de problemas reais da comunidade, como a coleta de lixo e a dificuldade de chegar à escola em dias de chuva. O protótipo inicial foi um carrinho movido a balão de ar, simples, que estimulou a autonomia dos estudantes.
Desafios enfrentados
Houve resistência inicial dos alunos, que viam a tecnologia apenas como consumo de rede. A professora precisou mostrar que poderiam produzir tecnologia, não apenas consumi-la, e assumir um papel de liderança em meio a críticas.
Transformação escolar e comunitária
A diretoria e parte da comunidade demoraram a acreditar, mas os resultados começaram a aparecer: menos enchentes, menos doenças e produção de protótipos com o lixo. Ao longo de três anos e meio, mais de uma tonelada de materiais foi reciclada.
Rede social e educação
Débora defende o uso de redes sociais para democratizar a educação, sem transformar a função docente em rotina de influenciador. Ela aponta a BNCC da Computação, aprovada em 2022, como passo crucial para jovens produtores de tecnologia.
Caminhos futuros
O prêmio reforça a necessidade de investir em educação. Débora atua em consultorias para secretarias de educação e na implementação da BNCC da Computação. Mantém o compromisso de ampliar impactos, tanto no país quanto no exterior.
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