- As enciclopédias começaram na Antiguidade, com pensadores gregos e romanos reunindo saberes de várias áreas.
- No século XVIII, a Encyclopédie de Denis Diderot e Jean le Rond d’Alembert consolidou o formato moderno, reunindo ciência, técnica e cultura.
- Séries e obras como Encyclopaedia Britannica (iniciada em 1768), Enciclopedia Treccani e Brockhaus se tornaram referências globais; no Brasil, a Enciclopédia Barsa (1964) trouxe foco regional, junto de Delta Larousse e Mirador Internacional.
- A virada tecnológica começou nos anos noventa com enciclopédias em CD-ROM; a Britannica lançou versão digital em 1994 e a Barsa ganhou versões online.
- A Wikipédia, criada em 2001, mudou radicalmente o acesso ao conhecimento; as enciclopédias impressas perderam espaço, enquanto plataformas digitais passaram a dominar o cenário, trazendo desafios de confiabilidade e curadoria.
A enciclopédia representa uma das maiores tentativas da humanidade de organizar conhecimento. Desde a Antiguidade, pensadores gregos e romanos reuniam saberes variados em tratados de direito, medicina, filosofia e ciências naturais.
O modelo moderno ganhou corpo no século 18, com Denis Diderot e Jean le Rond d’Alembert organizando a Encyclopédie, publicada entre 1751 e 1772 na França. A obra simbolizou o espírito iluminista e definiu padrões editoriais.
Era clássica e iluminista
Ao longo dos séculos, novas enciclopédias surgiram em diversos países, acompanhando o avanço das ciências e das artes. A Encyclopaedia Britannica foi lançada em 1768, na Escócia, e tornou-se referência por séculos.
Na Itália e na Alemanha nasceram também publicações importantes, como a Enciclopedia Treccani e a Brockhaus. No Brasil, a segunda metade do século 20 consolidou o interesse por coleções em casa.
Consolidação brasileira
Entre as mais marcantes, destaca-se a Enciclopédia Barsa, criada em 1964. Adaptava conteúdos ao contexto latino-americano, além de traduzir verbetes internacionais.
A Barsa contou com apoio da Encyclopaedia Britannica e de intelectuais brasileiros, influenciando gerações de estudantes. Nos anos 1970 e 1980, fascículos formavam volumes enciclopédicos.
Outras referências brasileiras
Além da Barsa, destacaram-se a Enciclopédia Delta Larousse e a Mirador Internacional, adaptada de versões espanholas. Essas obras eram ferramentas de estudo para trabalhos escolares.
Elas tinham linguagem acessível, muitos volumes e ilustrações. Serviam como principais fontes de consulta antes da internet, em escolas, bibliotecas e lares.
O giro para o digital
Na década de 1990, as primeiras versões eletrônicas apareceram em CD-ROM. A Britannica lançou a edição digital em 1994, com buscas rápidas e conteúdo multimídia.
No Brasil, a Barsa ganhou versão digital, mas não alcançou a escala das plataformas globais que surgiram depois. A transição estava em curso.
A virada da internet e a Wikipédia
O divisor de águas veio com a popularização da internet e a Wikipédia, criada em 2001 por Jimmy Wales e Larry Sanger. O modelo colaborativo permitiu que qualquer pessoa contribuísse com verbetes.
A Wikipédia tornou-se a enciclopédia mais consultada do mundo, em muitos idiomas, com um formato descentralizado, dinâmico e gratuito.
O encerramento da era impressa e o novo cenário
Em 2012, a Britannica encerrou a publicação impressa, mantendo apenas a versão digital. No Brasil, Barsa e outras enciclopédias físicas perderam força frente às plataformas online.
A transição para o digital ampliou o acesso à informação, mas trouxe desafios de confiabilidade, curadoria e leitura crítica diante de um vasto volume de dados.
Enciclopédias na era da informação
Hoje, o conceito de enciclopédia persiste em plataformas abertas e em atualização constante. A história mostra a transformação da forma de organizar e compartilhar saber.
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