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Estudante transforma retalhos de couro em renda no sertão da Paraíba

Estudante de Cabaceiras transforma retalhos de couro em marca própria, elevando renda familiar em R$ 2.000 por mês após educação financeira

Maria Clara Cândido, 16, participou de projeto de educação financeira e teve ideia de criar marca de acessórios de couro
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  • Em Cabaceiras, Paraíba, Maria Clara Cândido, 16 anos, criou a marca Flor de Cactus, transformando retalhos de couro em pulseiras após participar de um projeto de educação financeira.
  • A ideia surgiu aos 9 anos, quando começou a vender para amigas, clientes do pai e em feiras de artesanato, utilizando couro que antes iria para o fogo ou para o lixão.
  • A renda da família passou a crescer em cerca de R$ 2.000 por mês com as novas peças, além de o artesão pai ampliar a produção de sandálias com os pedaços de couro reaproveitados.
  • O aprendizado financeiro ocorreu por meio do jogo Piquenique na escola e do programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), que incentivaram investimentos com o dinheiro poupado.
  • Hoje, Maria Clara foca nos estudos no ensino médio em um instituto federal, mantendo a Flor de Cactus como parte de sua trajetória e destacando valores de sustentabilidade e oportunidades.

Maria Clara Cândido, 16, de Cabaceiras (PB), transformou retalhos de couro de sobras da confecção de sandálias em uma marca de pulseiras. Tudo começou após ela participar de um projeto de educação financeira na escola.

Ao perceber que peças de couro poderiam ter uso econômico, ela decidiu criar pulseiras próprias em vez de comprar itens prontos. A ideia nasceu de uma comparação de custos com opções de plástico, mais caras e menos duráveis.

A primeira peça foi feita aos 9 anos, e outras dezenas seguiram. As criações passaram a ser vendidas a amigas, clientes do pai e em feiras de artesanato, além de seguidores da marca Flor de Cactus.

Renda familiar em ascensão

Inspirado pela filha, o artesão Saulo Ramos investiu nas próprias mercadorias, produzindo sandálias com couro reaproveitado. A família registrou aumento de cerca de R$ 2.000 na renda mensal.

O movimento ganhou impulso com o envolvimento da comunidade escolar. A estudante cita o jogo educativo Piquenique, que incentiva consumo consciente e sustentabilidade, como embasamento para reduzir gastos.

Depois, o JEPP, programa de jovens empreendedores do Sebrae, passou a operar na escola. O grupo investiu o dinheiro aprendido a guardar e transformar conhecimento em lucro com os produtos de couro.

A trajetória de Maria Clara também destaca o papel da família na prática empreendedorista. O pai levou as pulseiras a clientes de estados diferentes, ampliando o alcance do negócio.

Hoje, a jovem continua estudando no ensino médio de um instituto federal. A flor de cacto, marca criada para acompanhar a trajetória, permanece como referência de atuação, mesmo sem liderá-la no momento.

Para Maria Clara, a educação financeira abriu horizontes e mudou a visão sobre consumo e oportunidades. Ela reforça que, muitas vezes, as oportunidades surgem em atividades simples do dia a dia.

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