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Greve atinge mais de 50 universidades federais e disputa com o governo Lula

Greve atinge mais de cinquenta universidades federais; serviços de apoio, bibliotecas e hospitais com funcionamento reduzido, aulas seguem, governo afirma cumprimento de compromissos

Campus do Fundão da UFRJ, no Rio; greve dos servidores atinge mais de 50 universidades federais no Brasil.
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  • Pelo menos cinquenta e três universidades federais têm greves totais ou parciais de servidores, com impactos em serviços de apoio, bibliotecas, laboratórios, rádios e hospitais; as aulas seguem ocorrendo.
  • UFRJ e Unifesp aparecem entre as instituições mais afetadas; no Ceará as federais não aderiram à greve; na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, apenas cerca de dez por cento dos servidores estão em greve.
  • A Fasubra aponta descumprimento de itens do acordo assinado em dois mil e vinte e quatro e diz que não há mesa de negociação, preparando ato em Brasília.
  • Entre as pautas estão a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências, a jornada de trinta horas semanais, a racionalização de cargos e a paridade entre servidores para cargos de gestão universitária.
  • O governo afirma que os compromissos já foram cumpridos ou estão em implementação, que há diálogo permanente e que o RSC será incorporado ao plano de carreira; o MEC reforça o respeito ao direito de greve e o andamento das mesas setoriais.

Pelo menos 53 universidades federais estão com greves totais ou parciais de seus servidores em todas as regiões do Brasil. O movimento envolve técnicos-administrativos e afeta serviços de apoio, bibliotecas, laboratórios, rádios e hospitais, ainda que as aulas continuem em grande parte. A Fasubra aponta descumprimento de parte do acordo de 2024 pelo governo federal.

Atrasos em emissão de documentos, matrículas e suporte administrativo são citados como impactos centrais. Em bibliotecas, o funcionamento está restrito ou suspenso. Em unidades com atendimento médico, houve redução de equipes, afetando consultas, exames eletivos e cirurgias não emergenciais em alguns locais.

O Ministério da Educação afirmou que compromissos assumidos já foram cumpridos ou estão em fase de implementação, conforme tramitação. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos disse manter o diálogo e incorporar os compromissos acordados.

Desdobramentos e situações específicas

Em UFPE, o Hospital das Clínicas opera com 30% de técnicos administrativos em escala reduzida, suspendendo consultas e exames eletivos. Cirurgias não emergenciais também foram adiadas temporariamente. No Paraná, serviços assistenciais de hospitais universitários seguem com impactos.

Na Universidade Federal de Ouro Preto houve suspensão de abertura de concursos para contratação de professores e paralisação de sistemas de TI. A UF de Mato Grosso do Sul também relata paralisação há mais de um mês, com laboratórios de ensino parcialmente fechados em todas as unidades.

A Unifesp, conforme o Estadão, afirma que até o momento não houve prejuízo às atividades. A UFRJ informou que o bandejão é operado por empresa terceirizada, sem comentar impactos em outras áreas.

Ponto de negociação e agenda sindical

A Fasubra cobra cumprimento integral do acordo de 2024 e reivindica abertura de uma mesa de negociação. Entre as pautas está o reconhecimento de saberes e competências (RSC) e a implementação de uma jornada de 30 horas semanais. A entidade também solicita paridade com outros cargos universitários.

O governo sustenta que o RSC foi sancionado e será incorporado ao plano de carreira ainda neste mês. Sobre a jornada de 30 horas, o governo afirma que a medida envolve atividades de atendimento ao público externo, o que a categoria contesta.

A gestão disse que negociações com servidores ocorreram ao longo de 2024 e 2025, com reuniões periódicas. Em Brasília, há expectativa de novo ato da Fasubra diante da sede do Ministério, marcado para esta quinta-feira.

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