- Em janeiro de 2026 foram registrados 1,7 milhão de novos processos de habilitação no Brasil, aumento de 360% frente a 2025; no Rio Grande do Sul houve filas históricas nos exames práticos.
- Mudanças permitem curso teórico remoto e gratuito pelo aplicativo CNH do Brasil, além de treinos com instrutores autônomos; a carga horária prática mínima caiu de vinte para apenas duas horas.
- Especialistas e a Abramet alertam que a prática reduzida expõe novos condutores a situações de trânsito real sem vivência, elevando o risco de colisões e saídas de pista.
- No Rio Grande do Sul, o DetranRS mantém fiscalização rigorosa: qualquer infração grave no primeiro ano pode cancelar a Permissão para Dirigir.
- O governo federal afirma que a medida reduz custos e desburocratiza, enquanto o RS aponta ganho com queda de 15,4% nos acidentes fatais no primeiro trimestre de 2026; ainda assim, persiste o desafio com a formação rápida de motoristas.
- A orientação para quem obtém a CNH é buscar prática adicional e dirigir com cautela em vias de alta complexidade.
O Rio Grande do Sul e o Brasil enfrentam, em 2026, mudanças no perfil de condutores. A ampliação do acesso à CNH ocorreu com a Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, mas trouxe insegurança viária ao reduzir a carga prática do treinamento. A formação acelerada facilita a habilitação, porém aumenta dúvidas sobre desempenho real no trânsito.
No âmbito federal, a medida permite curso teórico remoto e gratuito via aplicativo CNH do Brasil e autoriza instrutores autônomos. A maior polêmica é a diminuição da carga prática mínima, de 20 para apenas 2 horas de volante.
Em janeiro de 2026, o Brasil registrou 1,7 milhão de novos processos de habilitação, alta de 360% ante janeiro de 2025. No Rio Grande do Sul, o volume gerou filas históricas para exames práticos, segundo dados do DetranRS.
Efeitos sobre a prática de direção
A redução de horas de prática levanta preocupações sobre preparo técnico. Especialistas destacam que o novo condutor fica menos exposto a situações reais de trânsito, como rodovias, chuvas intensas e frenagens de emergência.
O argumento técnico é de que a formação curta tende a privilegiar a aprovação em manobras básicas, não a vivência necessária para reagir a imprevistos. O tema ganha prioridade entre órgãos de segurança e entidades médicas.
Fiscalização e segurança viária
Apesar da flexibilização, a fiscalização não sofreu retração. O DetranRS continua monitorando o comportamento no primeiro ano de direção, com cancelamento da permissão em caso de infração grave ou gravíssima.
No RS, houve queda de 15,4% nos acidentes fatais no 1º trimestre de 2026, resultado atribuído a operações de fiscalização. O desafio é manter esse desempenho com grande entrada de motoristas inexperientes.
Debate público e caminhos
O governo federal sustenta que a medida reduz custos e desburocratiza o ir e vir. Autoridades estaduais reafirmam a importância de campanhas educativas para mitigar lacunas da formação expressa.
Especialistas alertam que o custo social de desvitualizar a prática pode se refletir em acidentes. A recomendação é que novos condutores busquem prática adicional e adotem cautela redobrada antes de enfrentar vias complexas.
Orientação para condutores recém-habilitados
A CNH na mão não substitui a prática adicional. Recomenda-se buscar treino complementar, especialmente em rodovias, condições climáticas adversas e situações de tráfego intenso. A ideia é reduzir riscos mesmo com o avanço técnico regulamentar.
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