- Greve de servidores atinge 54 universidades federais, não parou as aulas, mas afeta serviços como concessão de bolsas, abertura de bibliotecas, laboratórios e funcionamento de hospitais.
- Órgãos afirmam que compromissos assumidos em 2024 já foram cumpridos ou estão em implementação, conforme etapas no Executivo e Legislativo; governo diz manter diálogo.
- Impactos variam por instituição: Ufla registra atraso em bolsas e moradia, além de redução de atendimento de Libras; UFJF relata fechamento de laboratórios e atrasos em aulas; UFS aponta dificuldades em aulas práticas e em uso de laboratórios de informática; UFF tem serviços administrativos e bibliotecas em grande parte paralisados.
- Em saúde, o hospital universitário da UFPE funciona com equipe reduzida; Unifesp informou que o movimento não provocou prejuízos gerais, mas há impactos em hospitais vinculados e em campi como Diadema e Guarulhos.
- MEC reforça respeito ao direito de greve e segue atuando para concluir pontos remanescentes dentro das mesas setoriais, conforme cronogramas oficiais.
A greve de servidores atinge 54 universidades federais, sem paralisar as aulas, mas com impactos em serviços essenciais como bolsas, bibliotecas, laboratórios e hospitais. O movimento envolve técnicos-administrativos que reivindicam cumprimento de acordos assinados em 2024.
O governo afirma que os compromissos já foram cumpridos ou estão em fase de implementação, conforme etapas do Executivo e Legislativo. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos diz manter o diálogo e incorporar as medidas acordadas.
A atuação dos grevistas varia entre as instituições. Em algumas, a normalidade predomina; em outras, há impactos diretos no dia a dia acadêmico e administrativo.
Na Ufla, em Minas Gerais, há atrasos na concessão de bolsas e moradia estudantil. Também houve redução de atendimento com intérpretes de Libras e interrupção parcial de serviços de saúde mental, assistência social e ambulatório.
Na UFJF, laboratórios estão fechados em grande medida, prejudicando aulas e cronogramas de pesquisa. Demandas emergenciais são atendidas, mas novos processos estão suspensos, afetando atividades como planejamento, TI e compras.
A UFS, no Nordeste, registra impactos parciais: aulas práticas dependem de suporte técnico ausente, com reorganizações em Química, Biologia e Engenharia. Aulas de informática também sofrem com a indisponibilidade de computadores.
A universidade destaca ainda dificuldades em bibliotecas, com queda no atendimento a empréstimos e devoluções, o que afeta o acesso a materiais para as disciplinas. Procedimentos burocráticos, como matrícula, também sofrem atrasos.
Na UFF, a greve desde 23 de fevereiro envolve secretarias e atendimento ao público. O funcionamento de bibliotecas está principalmente paralisado, impactando serviços de apoio ao ensino e à pesquisa.
Hospitais universitários também sentem os impactos. Na UFPE, técnicos em escala reduzida refletem em consultas e exames adiados, além de suspensões temporárias de cirurgias não emergenciais.
A Unifesp informou ao Estadão que o movimento afeta alguns servidores, mas não houve prejuízos gerais às atividades. Ainda assim, hospitais universitários e ambulatórios da instituição registraram impactos.
O MEC reforça que respeita o direito de greve e mantém mesas de diálogo. A pasta diz que está buscando concluir pontos pendentes com as categorias, seguindo cronogramas de cada mesa setorial.
O governo afirma que os compromissos firmados em 2024 estão sendo implementados, mesmo com as paralisações. A greve continua a exigir monitoramento contínuo da situação nas 54 federais.
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