- O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, exonerou o secretário de Educação Rossieli Soares na segunda-feira (27), após oito meses no cargo.
- Rossieli assumiu o posto em agosto do ano passado, ainda na gestão de Romeu Zema, que deixou o governo em março para disputar a presidência.
- O motivo da exoneração não foi informado pelo governo; em publicação, Rossieli agradeceu a Zema, a Mateus e aos servidores da pasta.
- A gestão de Rossieli acumula polêmicas, incluindo a defesa da expansão de escolas cívico-militares, barrada pelo Tribunal de Contas do Estado, e denúncias de compra sem licitação de R$ 348 milhões em materiais didáticos.
- O governo indicou Gustavo Braga, atual chefe de gabinete da Secretaria de Governo, para substituí-lo.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), exonerou na segunda-feira (27) o secretário de Educação do estado, Rossieli Soares. A decisão ocorreu após oito meses no cargo. O anúncio não detalhou os motivos da saída.
Rossieli Soares foi nomeado em agosto, ainda na gestão de Romeu Zema (Novo), que deixou o posto em março para disputar a presidência. O próprio ex-secretário publicou agradecimentos a Zema, ao governador e aos servidores.
A exoneração surpreendeu interlocutores do setor, que avaliavam gestões recentes como marcadas por polêmicas. Rossieli acumulou experiências em outras pastas do país, incluindo São Paulo, Amazonas e Pará, além de ter chefiado a Educação no Ministério sob Michel Temer.
Contexto institucional
Durante a gestão mineira, o governo ampliou a percepção de tensões em torno da pasta. Destacou-se a pauta das escolas cívico-militares, abordagem que recebeu oposição técnica do Tribunal de Contas do Estado. A iniciativa foi alvo de críticas e revisões.
Outro ponto relevante foi o processo de manutenção de infraestrutura de 95 escolas, licitado a empresa privada. A medida gerou questionamentos sobre custos e contratações, ainda que o governo tenha afirmado que houve desconto significativo por meio de pregão eletrônico.
Em relação a materiais didáticos, houve denúncia ao Ministério Público por suposta compra sem licitação no valor de 348 milhões. O governo informou que a contratação ocorreu via pregão e resultou em redução comparada ao preço de capa.
Desdobramentos recentes
Em novembro, houve intercorrência envolvendo uma aula de inteligência artificial para alunos da rede estadual, interrompida após uma briga generalizada no Mineirão. O episódio fez parte do conjunto de acontecimentos que marcaram o período.
A Secretaria de Educação já definiu o substituto técnico de Rossieli: Gustavo Braga, servidor de carreira, chefe de gabinete na Secretaria de Governo e com passagem por diversas funções na área de educação.
Fonte oficial não informou o motivo da exoneração nem indicou detalhes sobre a transição administrativa que se segue. A nomeação de Braga deverá ser publicada nos próximos dias.
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