- Dois anos após as enchentes, 42 escolas estaduais ainda passam por obras, na região metropolitana de Porto Alegre e nos vales, com maior concentração em Canoas (sete) e Guaíba (cinco).
- Sete unidades funcionam em espaços alternativos, e alunos foram realocados para escolas próximas para não impactar o transporte.
- O governo afirma que as obras devem ser concluídas até o fim deste ano, explicando que algumas intervenções atendem a demandas de qualificação da infraestrutura além dos danos causados pela água.
- Ao todo, quarenta e oito escolas foram afetadas diretamente pelas enchentes, com 164 recebendo obras após o desastre e investimento de R$ 185 milhões; 105 já tiveram trabalhos concluídos.
- Em Muçum e Roca Sales, comunidades ajudaram na reconstrução; escolas retornam gradualmente, com apoio público e de doações, enquanto alunos enfrentam receio em dias de chuva.
Dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, 42 escolas estaduais ainda estão em obras. A maioria está na região metropolitana de Porto Alegre e nos vales, áreas mais impactadas pela tragédia climática de 2023 e 2024.
Segundo a Secretaria da Educação, sete escolas funcionam em espaços alternativos enquanto as obras seguem. Alunos relocados seguem próximos às unidades de origem para não comprometer o transporte.
A previsão é de conclusão de todos os trabalhos ainda neste ano. A SOP informou que as intervenções não se devem apenas aos danos das águas, mas a outras demandas de qualificação da infraestrutura.
Obra e financiamento
Até o momento, 164 escolas receberam intervenções após as enchentes, com investimento de cerca de 185 milhões de reais. Desse total, 105 instituições já tiveram as obras concluídas.
As reformas contam com recursos estaduais e federais, via Funrigs. O fundo reúne aportes do governo, repasses da União e outras fontes, incluindo crédito e doações, para reconstrução.
Casos específicos e aprendizados
Algumas escolas seguem em funcionamento, embora com necessidades pontuais de adequação. Em alguns municípios, a comunidade colaborou com doações e ações de voluntariado para acelerar a recuperação.
Em Roca Sales, estudantes da Escola Padre Fernando estudam temporariamente em espaço da paróquia, alugado pelo governo. A unidade foi desativada após a enchente de setembro de 2023 e inundou novamente em maio de 2024.
A previsão é abrir a novo espaço fora da zona de inundação no segundo semestre do próximo ano. Em Muçum, a rede municipal também enfrentou perdas; a comunidade participou da reconstrução de várias escolas.
Desdobramentos na comunidade escolar
Professores, funcionários e pais atuaram na limpeza e na reconstrução de infraestrutura. A participação de famílias aumentou, fortalecendo o vínculo com as escolas.
As obras incluem substituição de telhados, recuperação de instalações sanitárias e redes elétricas. Nos primeiros meses, o governo destinou recursos para aquisição de materiais didáticos e mobiliário.
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