- Governo lança o Desenrola 2.0 com foco em reduzir o endividamento das famílias e reconquistar apoio de jovens, incluindo dívidas do Fies.
- O estoque de débitos do Fies ultrapassa R$ 120 bi; hoje, 65,1% dos 2,47 milhões de contratos ativos estão inadimplentes.
- Renegociação prevê juros de até 1,99% ao mês e descontos entre 30% e 90%; governo avalia editar medida provisória para incluir o Fies.
- A inadimplência no programa cresceu nos últimos anos, com maior intensidade no Norte e Nordeste, onde supera 70%.
- A leitura do governo é de que renegociação pode liberar renda, melhorar a percepção econômica entre jovens e destravar crédito para novos estudantes.
O governo federal lança nesta segunda-feira, 4 de fevereiro, a segunda fase do Desenrola Brasil. A iniciativa busca reduzir o endividamento das famílias e aproximar o Planalto de jovens eleitores, incluindo dívidas do Fies no programa.
Segundo dados do FNDE, o estoque de débitos do Fies supera 120 bilhões de reais. Hoje, 65,1% dos 2,47 milhões de contratos ativos estão inadimplentes, pressionando estudantes e a capacidade de bancar novas vagas.
O Desenrola 2.0 prevê renegociação com juros de até 1,99% ao mês e descontos entre 30% e 90%. A forma de inclusão do Fies ainda está sendo definida, com a possibilidade de edição de medida provisória para viabilizar a mudança.
A inadimplência no Fies acelerou nos últimos anos; em 2014 era de cerca de 31%. Em 2026, o patamar atual aponta que quase dois em cada três contratos estão em atraso, com índices superiores a 70% no Norte e Nordeste.
Dentro do governo, há leitura de que o peso das dívidas no orçamento freia a percepção de melhora econômica entre jovens, núcleo de apoio ao governo. A renegociação é vista como forma de liberar renda e melhorar o ambiente político.
O Desenrola 2.0 mantém foco em dívidas caras, como cartão e crédito pessoal, mas amplia o alcance ao Fies. A meta é reduzir a inadimplência, aliviar o orçamento familiar e destravar crédito para novos estudantes.
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