- Um ataque cibernético deixou offline o Canvas, plataforma amplamente usada por escolas e universidades nos EUA, durante a semana de provas finais.
- Estudantes e docentes relataram dificuldades para acessar materiais, notas e prazos, levando instituições a reagir para reprogramar finais e atividades de fim de semestre.
- Universidades como a University of Texas at San Antonio adiaram provas marcadas para sexta-feira; outras instituições também divulgaram avisos sobre o impacto.
- O grupo de hackers ShinyHunters afirmou a autoria, segundo analista de segurança, com a empresa responsável pela Canvas, a Instructure, não tendo comunicado se houve desligamento intencional ou como resposta ao incidente.
- A ShinyHunters divulgou que quase nove mil escolas no mundo foram afetadas e que dados privados teriam sido acessados; há relatos de mensagens de extorsão previstas para maio.
O sistema Canvas, amplamente utilizado por escolas e universidades dos Estados Unidos, ficou offline nesta quinta-feira devido a um ataque cibernético. A interrupção afetou a preparação de provas finais, atividades de fim de semestre e o acesso a materiais de estudo. A quebra ocorreu em pleno período de avaliações, aumentando a pressão sobre alunos e docentes.
Universidades e distritos escolares divulgaram avisos aos estudantes e pais. A Universidade do Texas em San Antonio adiou provas originalmente marcadas para sexta-feira. Instituições ao redor do país registraram impactos em horários e conteúdos, com orientações para reprogramação.
Repercussões e respostas institucionais
Instituições como a Universidade da Iowa, Faculdade de Saúde Pública, informaram que o sistema online ficou indisponível e que esperam uma solução. Virginia Tech comunicou aos estudantes sobre efeitos nas avaliações finais; a Universidade do Novo México enviou mensagem similar. A Universidade da Flórida pediu cautela diante de mensagens de phishing que possam parecer originárias do Canvas.
Professores relataram a necessidade de alternativas para estudo e envio de trabalhos finais. O jornal estudantil de Harvard indicou indisponibilidade no serviço; Johns Hopkins informou apenas erro ao consultar notas. Distritos escolares, como o de Spokane, disseram não haver dados sensíveis comprometidos até o momento.
A autoria e o alcance do ataque
O grupo de hackers ShinyHunters afirmou responsabilidade pelo incidente, segundo analista de ameaças da Emsisoft. A Instructure, empresa por trás do Canvas, não respondeu a pedidos de comentário. A análise aponta semelhanças com incidentes anteriores envolvendo plataformas de gestão de aprendizado.
Segundo a Emsisoft, quase 9 mil escolas ao redor do mundo teriam sido afetadas, com acesso a bilhões de mensagens privadas e outros registros. A divulgação de supostos aumentos de extorsão ocorre com contornos de prazos para vazamento de dados. A investigação continua para esclarecer causas e alcance completo.
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