- Estudantes ocupam há 24 horas o prédio da reitoria da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo.
- A universidade cortou água e energia do edifício na manhã desta sexta para buscar desmobilizar o movimento.
- O protesto é organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre; demandas incluem melhorias nos refeitórios e aumento das bolsas de permanência estudantil, além de reivindicações dos cursos.
- A reitoria encerrou o diálogo com os estudantes na segunda-feira anterior; a presença de policiais atua para evitar novas ocupações e aumentar a segurança.
- Nesta sexta, o ato ocorre sem tumulto, com oficinas de kung fu e capoeira pela manhã e rodas de conversa à tarde; cartazes pedem a reabertura das negociações.
A ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) completa 24 horas na tarde desta sexta-feira, 8. Estudantes derrubaram portões e entraram no edifício da Cidade Universitária, no Butantã, e passaram a acampar no saguão e no jardim em frente. O ato acontece após o fim de uma tentativa de negociação entre a universidade e o movimento estudantil.
O protesto é organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre) da USP, ligado à greve que começou em 15 de abril. Entre as reivindicações estão melhorias nos refeitórios, aumento de bolsas de permanência estudantil e demandas específicas de cada curso. A reitoria informou que, após tentativas de diálogo, as conversas foram encerradas na segunda-feira, 4.
Na quinta-feira, 7, a ação ganhou contornos de ocupação: um portão de metal foi derrubado e portas de vidro foram abertas. A polícia militar permaneceu dentro do prédio para estabelecer um cordão de contenção, visando evitar ampliações da ocupação. Na sexta, a atuação policial continua no local para monitorar a situação.
A USP divulgou nota lamentando a escalada de violência, que resultou na invasão do prédio principal e em danos ao patrimônio público. A instituição afirmou ter adotado as medidas cabíveis, com apoio das forças de segurança para impedir novas invasões e reduzir danos. A prioridade, segundo a universidade, é a segurança de todos os presentes.
O DCE, por sua vez, rebate a ideia de violência. A executiva do DCE afirmou que o objetivo é retomar as negociações rapidamente para que as aulas sejam retomadas e os estágios e formaturas não sejam prejudicados, destacando a vontade de manter o movimento de forma pacífica.
Mesmo com a presença policial e a invasão, as atividades nesta sexta-feira ocorreram sem tumultos generalizados. Pela manhã, ocorreram oficinas de kung fu e capoeira; à tarde, rodas de conversa foram organizadas. Sons de diversos estilos musicais vazaram pelos espaços ocupados.
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