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Estudantes ocupam reitoria da USP pelo 2º dia sem luz e água

Estudantes ocupam a reitoria da USP pelo segundo dia, com água e luz cortadas; greve pede reajuste do PAPFE e retomada das negociações

Alunos acampavam em frente à entrada da reitoria pela manhã e, ao fim da 5ª feira (7.mai), um grupo derrubou portas de vidro para entrar no saguão da administração central
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  • Estudantes da USP ocupam a reitoria pelo segundo dia, mesmo com corte de água e luz no prédio desde a noite de sexta-feira, 8 de maio.
  • A principal reivindicação é o reajuste do PAPFE para 1.804 reais, acompanhando os custos de permanência; hoje o benefício é de 335 reais para moradia e 885 reais para apoio financeiro integral.
  • A ocupação começou na quinta-feira, 7 de maio, após a reitoria encerrar as negociações; na sexta, houve invasão do saguão com portas de vidro derrubadas.
  • A universidade criticou a ação como escalada de violência; sindicatos de funcionários ajudam com alimentos e água; acesso da imprensa à áreas internas está restrito.
  • Além do PAPFE, os estudantes cobram mudanças nas regras de uso de espaços, criação de cotas trans e de vestibular indígena; o reitor afirma que houve proposta baseada nas possibilidades orçamentárias, enquanto os estudantes negam ligação com agenda política.

Os estudantes da USP ocupam pela segunda noite o prédio da reitoria, em Piracicaba? Não, em São Paulo. A ação acontece neste sábado (9.maio.2026) após corte de água e energia na noite de sexta (8.mai). A ocupação mantém-se mesmo diante do apagão. Motivo: retomar negociações com o reitor.

A decisão envolve alunos em greve há 25 dias e sindicatos que apoiam a ocupação. O objetivo é pressionar pela revisão do PAPFE, o auxílio para permanência, que hoje paga R$ 335 para quem fica em moradia estudantil e R$ 885 para quem depende de apoio integral. Os manifestantes querem os valores iguais a R$ 1.804, afirmando que os auxílios não cobrem custos.

A reitoria classificou a invasão como escalada da violência após alunos abrirem entrada no saguão. Institutos da universidade criticaram a ação, e a direção da USP afirmou que não houve avanço nas negociações desde o fim de abril.

Contexto das negociações

A reitoria ofereceu reajustes modestos: R$ 27 no auxílio integral e R$ 5 no parcial. Segurado sustenta que a pauta já não envolve apenas o PAPFE, e que o salário mínimo paulista não estava na discussão, segundo ela ou ele, dependendo da fonte.

Repercussões internas

Alunos organizam o acampamento com tendas, caixas de som e uma comissão de limpeza. Uma programação cultural está prevista para as próximas horas na entrada da reitoria, com adesão de artistas independentes.

Ponto de abastecimento e acesso à imprensa

Sindicatos de funcionários, centros acadêmicos e docentes fornecem água e alimentação aos estudantes. O acesso da imprensa ao interior do prédio está limitado, com receio de identificação entre alunos. Fontes preferem manter o anonimato.

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