- Estudantes ocuparam a reitoria da USP desde quinta-feira, 7 de maio, para pedir diálogo com o reitor; a desocupação ocorreu por volta de 4h15 de domingo, 9, pela Polícia Militar.
- O DCE Livre da USP denuncia desocupação ilegal e violenta, com dezenas de feridos por bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes, além da detenção de quatro estudantes.
- Segundo o DCE, houve “corredor polonês” para espancamento e a operação ocorreu entre as 21h e as 5h, prática considerada irregular em casos de reintegração de posse pelos tribunais.
- Os estudantes relatam precariedade na moradia estudantil, com falta de água e mofo, além de insegurança alimentar nos restaurantes universitários, com comida estragada e até larvas.
- A Secretaria da Segurança Pública informou que cerca de cinquenta policiais atuaram, sem feridos, com danos ao patrimônio público identificados e apreensão de entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes; quatro pessoas foram conduzidas ao 7º Distrito Policial e liberadas.
O desocupaçao da reitoria da USP foi realizada pela Polícia Militar na madrugada de domingo, por volta das 4h15, conforme relatos. Quatro estudantes foram detidos, e a ação foi denunciada pelo DCE Livre da USP como abusiva e sem base em decisão judicial. A ocupação tinha começado na quinta-feira (7).
Os ocupantes ocupavam o prédio para exigir diálogo com o reitor Aluísio Cotrim Segurado. Segundo o DCE, a negociação iniciada anteriormente foi encerrada pela reitoria sem atender diversas reivindicações apresentadas pelos estudantes.
Entre as queixas, o DCE cita precarização das condições de inclusão e permanência na universidade, falta de água nas moradias estudantis, mofo nesses espaços e insegurança alimentar nos restaurantes universitários, com relatos de comida deteriorada.
Versões oficiais
A Secretaria da Segurança Pública informou que cerca de 50 policiais participaram da operação, que terminou sem feridos após esgotarem as tentativas de dialogar. Segundo o governo, houve o uso moderado da força devido à resistência.
O órgão também afirmou que não foi necessária ordem judicial para a desocupação, citando flagrante delito e crime permanente. Houve registro de danos ao patrimônio público e apreensão de entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, segundo a SSP.
Entre na conversa da comunidade