- A Assembleia Legislativa de São Paulo protocolou a Lei Victor Ahlf (projeto 423/2026) para evitar que universidades públicas usem processos disciplinares como perseguição política.
- O nome vem de Victor Henrique Ahlf Gomes, aluno da Faculdade de Direito da USP expulsado em 2024; a Justiça anulou o PAD e reconheceu abuso de poder.
- Em fevereiro de 2026, a decisão transitou em julgado, permitindo que Victor colasse grau e recebesse o diploma normalmente.
- O projeto busca proteger a liberdade de expressão e o pluralismo, proibindo constranger ou dificultar atividades acadêmicas por convicções políticas, filosóficas ou religiosas.
- O Centro Acadêmico XI de Agosto da USP convocou manifestações contra o texto, argumentando necessidade de resistência à intimidação ideológica.
Na Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado Tomé Abduch protocolou a Lei Victor Ahlf, projeto que visa impedir que universidades públicas usem processos disciplinares como perseguição política, após a Justiça anular a expulsão de um aluno da USP. A iniciativa foi apresentada em 2026, com foco na proteção de expressão e pluralismo.
O projeto de lei 423/2026 propõe diretrizes para preservar a liberdade de expressão e o pluralismo nas universidades estaduais. A ideia é impedir que instituições constranjam ou dificultem o acesso de alunos, docentes e servidores a atividades acadêmicas por convicções políticas, filosóficas ou religiosas.
Victor Henrique Ahlf Gomes ingressou na Faculdade de Direito da USP em 2020 e ficou conhecido por suas posições de direita. Em 2024, ele foi expulso por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu abuso de poder e ausência de fatos para a incriminação.
A Justiça anulou o PAD e, em fevereiro de 2026, a decisão tornou-se definitiva, permitindo que Victor colasse grau e recebesse o diploma de bacharel em Direito. O tribunal informou que houve perseguição política durante o processo.
O autor do projeto afirma que a lei busca proteger a liberdade de expressão sem importar ideologia. O deputado ressalta clima de intimidação diante de possibilidades de cancelamento ou agressões, e que o poder disciplinar não pode punir por opiniões.
Dentro da USP, o Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito, organizou manifestações na Alesp para pressionar pela rejeição do texto. O deputado disse que as pressões reforçam a necessidade da lei para evitar intimidação ideológica.
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