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Especialistas apontam urgência de programa nacional de educação digital no Brasil

Especialistas dizem que o Brasil precisa de política pública de educação digital para ampliar letramento e oportunidades no mercado de trabalho

Palestra no São Paulo Innovation Week aborda inclusão e mercado de trabalho, mostrando importância de ampliar o acesso ao letramento e à formação para a tecnologia
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  • Especialistas dizem que o Brasil precisa de uma política pública nacional para ampliar o letramento digital e criar novas oportunidades de trabalho.
  • Carmela Borst, CEO da SoulCode Academy, defende que o poder público seja o principal vetor de educação digital.
  • Patricia Toledo Alves, engenheira de dados de 43 anos, destaca a importância de ampliar o acesso à formação em tecnologia e compartilha sua trajetória de entrada no mercado.
  • Fábio Henrique Alves da Silva, da Rede Muda Mundo, afirma que iniciativas ganham escala com exemplos como Patricia e cobra colaboração entre setor público, privado e terceiro setor.
  • Dados da palestra apontam que apenas 3% da população tem habilidades digitais avançadas e 86% dos empregadores veem a Inteligência Artificial como principal tendência do mercado de trabalho.

O São Paulo Innovation Week serviu de palco para debater a necessidade de um programa nacional de educação digital no Brasil. Especialistas destacaram que ampliar o letramento e a formação tecnológica é essencial para o mercado de trabalho, com foco em inclusão e oportunidades.

Carmela Borst, CEO da SoulCode Academy, ressaltou a importância de o poder público liderar um programa amplo de educação digital. A SoulCode trabalha com pessoas em vulnerabilidade digital, buscando qualificá-las para áreas tecnológicas, inclusive em IA.

Patricia Toledo Alves, engenheira de dados de 43 anos e mãe de três filhos, participou da mesa Inclusão Digital e Produtiva. Ela destacou que ampliar o acesso à formação tecnológica é vital para romper padrões e criar soluções distintas.

Vulneráveis digitais

Durante a palestra, dados apresentados pela mediadora Heloisa Gomyde mostraram que apenas 3% da população brasileira possui habilidades digitais avançadas. Em relação ao mercado, 86% dos empregadores veem a Inteligência Artificial como uma tendência central.

Carmela Borst reforçou que a falta de letramento digital afetará a maioria das pessoas se não houver acesso a educação tecnológica. Ela aponta que muitos trabalhadores acima de 60 anos podem ficar fora do mercado sem qualificação adequada.

Patricia Alves contou como a formação mudou sua trajetória profissional. Mãe de família, ela não tinha computador suficiente durante o curso, mas, com determinação, foi contratada na décima semana de formação.

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