- A Universidade de São Paulo (USP) criou uma comissão de mediação e diálogo institucional para retomar o diálogo com estudantes em greve, que já dura um mês.
- A comissão terá profissionais com experiência em mediação para intermediar as negociações entre representantes estudantis e a gestão; a data da primeira reunião não foi informada.
- A reitoria afirmou que o encontro será marcado “com a brevidade necessária” e que a reabertura das negociações depende de reconhecer limites institucionais, administrativos e orçamentários.
- A greve foi deflagrada após a gestão da USP encerrar as negociações de forma unilateral, o que levou à ocupação do prédio da reitoria em 7 de maio e à intervenção da Polícia Militar três dias depois.
- Os estudantes exigem que o Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe) alcance o valor de um salário mínimo paulista (R$ 1.804); o benefício atual é de R$ 885, com proposta de reajuste para R$ 912, rejeitada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). A reunião do Cruesp está marcada para quinta-feira, dia 14, com manifestação prevista em frente à reitoria da Unesp.
A reitoria da USP anunciou nesta quarta-feira a criação de uma comissão de mediação para retomar o diálogo com estudantes em greve, mantida há um mês. O objetivo é intermediar as negociações entre representantes discentes e a gestão.
Segundo a instituição, o órgão contará com profissionais com experiência em mediação e resolução de conflitos. Não houve divulgação de nomes nem de data para a primeira reunião.
A decisão ocorre após a gestão ter encerrado as rodadas de negociação, o que levou à ocupação da reitoria em 7 de maio. Três dias depois, a Polícia Militar desocupou o espaço com o uso de gás lacrimogêneo e cassetetes.
A reitoria afirmou que a reabertura das negociações depende do reconhecimento de limites institucionais, administrativos e orçamentários que envolvem as demandas apresentadas pelos estudantes.
Demanda dos estudantes e contexto da greve
Os alunos reivindicam que o Papfe receba valor correspondente a um salário mínimo paulista (R$ 1.804). O benefício atual é de R$ 885 mensais, com reajuste proposto pela gestão para R$ 912 via IPC-Fipe, rejeitado pelo DCE.
A greve na USP motivou mobilização conjunta de universidades estaduais paulistas, com relatos de aumento de paralisações em cursos da Unicamp e da Unesp.
Agenda institucional
Nesta quinta-feira, o Cruesp, Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas, encerra a semana com reunião sobre o tema. Uma manifestação está marcada para o mesmo horário em frente à reitoria da Unesp, no centro de São Paulo.
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