- O mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, do ChildFund, divulgado nesta sexta-feira (15) durante o seminário Maio Laranja em São Paulo, aponta a madrugada como período mais perigoso para os jovens.
- A pesquisa envolveu 8.436 adolescentes e incluiu conversas com jovens, além de entrevistas com perpetradores e sobreviventes.
- Em um grupo de dez adolescentes, quatro já tiveram interação com desconhecidos online (41%), sendo 55% dessas interações em aplicativos de mensagens.
- O relatório explica grooming como mecanismo de aliciamento, com uso de linguagem adaptada, perfis falsos, modulação de comportamento e recursos como alteradores de voz.
- Sobre violência online, cinquenta por cento dos adolescentes relataram orientação, mas apenas seis por cento sabem como denunciar; recomenda fortalecer a corresponsabilização entre estado, famílias, escolas, empresas de tecnologia e sociedade civil e implementar o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
O Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, realizado pelo ChildFund, foi divulgado nesta sexta-feira (15) durante o seminário Maio Laranja, na Câmara Municipal de São Paulo. O estudo destaca riscos de abuso online contra adolescentes.
A pesquisa envolveu 8.436 jovens de todo o Brasil, além de conversas com adolescentes, entrevistas com perpetradores e relatos de sobreviventes. O objetivo é mapear fatores de risco e entender dinâmicas de abuso.
Entre os principais achados, quatro a cada dez adolescentes já tiveram interação com desconhecidos online (41%), sendo 55% dessas interações em apps de mensagens como WhatsApp e Telegram.
Principais resultados
O mapeamento mostra que plataformas diferentes cumprem funções distintas: jogos aproximam, redes sociais ampliam vínculos e mensagens privadas facilitam a escalada do abuso. O termo Grooming aparece como mecanismo de aliciamento gradual.
A pesquisa destaca que o abusador utiliza linguagem adaptada, perfis falsos, mudanças de comportamento e recursos como alteradores de voz para manipular as vítimas. Profissionais ressaltam que o estereótipo do agressor é incorreto.
Entre os sobreviventes, há relatos de silêncios prolongados: 50% relatam algum grau de orientação, mas apenas 6% sabem como denunciar violência online. O medo do julgamento familiar contribui para o distanciamento.
Como conter a violência online
Especialistas apontam caminhos como fortalecimento da cooperação entre Estado, famílias, escolas, setor de tecnologia e sociedade civil. Também é enfatizada a implementação e o monitoramento do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
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