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Festival LED discute reinserção de 64 milhões sem ensino básico completo

Festival LED debate como 64 milhões de brasileiros não concluíram a educação básica, com foco na EJA como política de direitos e desafio de permanência

— Foto: Divulgação
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  • O Festival LED discutiu o desafio da Educação de Jovens e Adultos, com cerca de 64 milhões de brasileiros sem conclusão da educação básica, segundo o IBGE e a PNAD Contínua.
  • No Rio de Janeiro, a rede municipal oferece EJA em 149 escolas, com uma unidade exclusiva em Campo Grande e aproximadamente 17 mil estudantes distribuídos em 945 turmas.
  • A EJA é apresentada como política pública de direitos, não apenas uma ação complementar, conforme diz o gerente de EJA da prefeitura, Diego Leonardo.
  • No município, cerca de 1,1 milhão de pessoas com 15 anos ou mais não terminaram o ensino fundamental, e aproximadamente 120 mil são analfabetos, conforme o censo de 2022.
  • Em nível nacional, 1,5 milhão de pessoas estão matriculadas na EJA; especialistas destacam a necessidade de maior articulação entre governos, empresas e sociedade civil para ampliar o alcance e reduzir a evasão.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é apontada como um dos principais desafios da política educacional brasileira. Dados do IBGE e da Pnad Contínua indicam que 64 milhões de brasileiros não concluíram a educação básica. O tema foi debatido no Festival LED, realizado no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (15) e segue até sábado.

A mesa “EJA e Agência Transformadora ao Longo da Vida” reuniu representantes da educação e do trabalho. Participaram Diego Leonardo, da Secretaria Municipal de Educação do Rio; João Victor Motta, do Ministério do Trabalho; Thais Ciardella, da Roda Educativa; e Marinete Loureiro, da Fundação Roberto Marinho. A mediação ficou com Bia Lima.

Diego Leonardo afirmou ao Valor que a EJA deve ser tratada como política pública de direitos, não como ação isolada. Qualificação da educação básica pode abrir portas de inserção no mercado. No Rio, a rede municipal oferece EJA em 149 escolas, incluindo uma unidade exclusiva em Campo Grande.

Ao todo, 17 mil estudantes estão matriculados em 945 turmas na cidade. Além disso, cerca de 1,1 milhão de pessoas com 15 anos ou mais não terminaram o ensino fundamental, segundo o Censo de 2022 do IBGE. A estimativa de analfabetismo acima de 15 anos é de aproximadamente 120 mil pessoas, no município.

Para o debate, ficou claro que a evasão está ligada à necessidade de trabalhar e a desigualdades sociais. Motta ressaltou que emprego e responsabilidades de cuidado levam à interrupção dos estudos. Aumento da oferta, segundo Leonardo, não basta; é preciso garantir permanência.

Especialistas destacaram a importância de maior articulação entre governos, empresas e organizações civis. O objetivo é ampliar o alcance da EJA e reduzir a evasão, ampliando a qualificação, as oportunidades de trabalho e o acesso a direitos. No panorama nacional, 1,5 milhão de pessoas estão matriculadas na EJA, segundo o INEP/MEC.

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