- Painel no São Paulo Innovation Week, no CEU Heliópolis, com Eliane Dias, Maria Homem e Ângela São José, discutiu criatividade, cultura e potências periféricas.
- Maria Homem ressaltou a importância de espaços culturais que conectem o eu, o outro e o mundo, promovendo interação e culturas que tornem o mundo mais habitável.
- Eliane Dias enfatizou a necessidade de engajamento da juventude com debates culturais e destacou a música, especialmente a trajetória dos Racionais MCs, como referência de autoestima para periferias.
- Ângela São José destacou a biblioteca municipal de Heliópolis, criada em 2005, com 13 mil exemplares e atendimento a 10 mil pessoas, usando artes para aproximar jovens e temas como intolerância religiosa.
- Desafios apontados: conformismo entre jovens, dificuldade de ocupar espaços e necessidade de iniciativas públicas de incentivo à educação e à participação social.
Eliane Dias, Maria Homem e Ângela São José debateram, neste sábado, 16, os desdobramentos da criatividade e da cultura nas periferias durante o Side Event do SPIW no CEU Heliópolis. O encontro discutiu como transportar potências locais para além das comunidades e ampliar espaços de expressão.
A fala de Maria Homem enfatizou a importância de o CEU abrir espaços para subjetividades, com foco no encontro entre o eu, o outro e o mundo. Ela defendeu que cultura na prática envolve interação, respeito e a construção de ambientes que acolham a diversidade.
Eliane Dias, advogada e CEO da Boogie Naipe, apontou que ainda há caminho para levar os debates culturais às periferias. Ela ressaltou a necessidade de a juventude sentir impulso para lutar por ações próprias, mesmo diante de desafios.
Ângela São José, líder comunitária, destacou o papel da biblioteca municipal de Heliópolis na formação de jovens. O espaço, que atende cerca de 10 mil pessoas, soma acervo de 13 mil itens e utiliza atividades artísticas para aproximar público e temas importantes, como tolerância religiosa.
A música como ponte
Eliane descreveu como a música ajuda a ouvir as periferias e citou o impacto do Racionais MCs na autoestima de jovens. Segundo ela, o grupo influenciou a percepção de identidade e estimulou a autonomia para questionar decisões sem se submeter a pressões externas.
Dá para fazer acontecer
Ao discutir a ocupação de espaços, Maria Homem ressaltou a necessidade de ampliação de espaços de socialização que não dependam apenas de redes religiosas. Ela observou que a demografia aponta para uma maioria de mulheres negras, pobres e periféricas no universo evangélico, que influencia o cenário político e social.
Desafios para mudar
As palestrantes destacaram dificuldades para consolidar potências periféricas como fatos reconhecidos, não exceções. Eliane mencionou o conformismo de novas gerações e a exigência de trabalho árduo para alcançar autonomia e visibilidade.
Entre na conversa da comunidade