- O Ministério da Educação oficializou, nesta terça-feira (19), as novas diretrizes curriculares para graduações de enfermagem no Brasil.
- A carga horária mínima passa a 4.000 horas e o peso do estágio supervisionado fica em 30% da grade curricular.
- Os cursos deverão ser presenciais, e as instituições têm até junho de 2028 para se adaptar às novas exigências.
- O pesquisador Rafael Parente aponta que o crescimento de faculdades privadas com cursos a distância ampliou problemas de qualidade, refletidos no Enade de 2023.
- As mudanças visam elevar a régua da qualidade da formação, priorizando atuação prática com pacientes.
O Ministério da Educação oficializou, nesta terça-feira (19), as novas diretrizes curriculares para as graduações em enfermagem no Brasil. Entre as mudanças estão a elevação da carga horária mínima para 4.000 horas e o aumento do peso dos estágios supervisionados para 30% da grade. As formações passam a exigir atuação presencial.
As instituições terão prazo de adaptação até junho de 2028. A medida busca elevar o padrão de formação, em meio a avaliações negativas associadas ao crescimento de cursos a distância na área, segundo pesquisadores.
Principais mudanças
Segundo especialistas, as alterações devem priorizar o atendimento a situações reais, com foco maior em serviço e em pacientes com problemas clínicos reais. A reação ao novo marco envolve ajustes na oferta de cursos presenciais, especialmente nos formatos de educação a distância.
A divulgação ressalta que a norma anterior, vigente desde 2001, não acompanhava o avanço de tecnologias e registros eletrônicos na saúde. A atualização, apontam especialistas, pretende endurecer a régua de qualidade e reduzir a oferta de cursos com desempenho insatisfatório.
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