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Educação financeira forma cidadãos, não apenas economistas

Educação financeira funciona como ferramenta de inclusão, aumentando autonomia e decisões conscientes, mesmo diante endividamento e vulnerabilidade de idosos.

Rosana Aguiar, diretora executiva do Instituto Marina & Flávio Guimarães
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  • A educação financeira é vista como ferramenta de inclusão e autonomia, indo além de conceitos matemáticos.
  • A falta de educação financeira em escolas e famílias leva a decisões por improviso, especialmente diante de um ambiente financeiro cada vez mais complexo.
  • Dados do Banco Central indicam endividamento elevado entre as famílias, com grande parte da renda comprometida por dívidas de curto prazo e pouca reserva para imprevistos.
  • No grupo acima de sessenta anos, a inadimplência é expressiva, com mais de quatorze milhões de idosos na lista de devedores, e cerca de sessenta por cento com baixa familiaridade em organização financeira.
  • Projetos como o Bemi, do Instituto Marina e Flávio Guimarães, demonstram que o letramento financeiro, feito de forma simples e acessível, pode promover autonomia e melhoria no orçamento pessoal.

A educação financeira é vista como ferramenta de inclusão que promove bem-estar e autonomia, segundo o Instituto Marina e Flávio Guimarães. Passa a ser discutida como base para escolhas responsáveis, não apenas como matemática de orçamento.

Profissionais do instituto afirmam que o acesso ao conhecimento aplicável é o principal gargalo. Mesmo com boa vontade, pessoas em vulnerabilidade enfrentam barreiras para entender créditos, dívidas e planejamento de longo prazo.

O tema ganha relevância diante de dados recentes de referência econômica. O Banco Central aponta endividamento elevado entre as famílias, com renda comprometida por dívidas de curto prazo e pouca reserva para imprevistos.

Para o público acima de 60 anos, a situação é ainda mais crítica, segundo o Serasa: mais de 14 milhões de idosos estão inadimplentes no Brasil. Estudo aponta baixa familiaridade com organização financeira entre esse grupo.

A partir do Bemi, projeto do instituto, há atuação com conteúdos simples e lúdicos voltados a crianças, adolescentes e pessoas com mais de 60 anos. A ideia é ampliar o letramento financeiro de forma prática.

Segundo a organização, o que falta não é capacidade, mas acesso a conhecimento aplicável. Profissionais destacam que a educação financeira não resolve problemas estruturais de imediato.

Entrevistas com beneficiários mostram impactos reais. Uma cabeleireira aposentada registrou gastos e criou uma renda extra após orientações básicas, recuperando controle do orçamento.

Especialistas ressaltam que independência financeira envolve poder de escolha. O objetivo é criar alternativas reais para não depender de terceiros e manter a dignidade.

O instituto enfatiza que educação financeira é ferramenta de inclusão. Ela ajuda a entender para onde o dinheiro vai, planejar o mês e se preparar para imprevistos.

O movimento aponta que a transformação é gradual. O conhecimento abre portas, mas requer tempo, rede de apoio e continuidade de ações para alcançar resultados duradouros.

A organização reforça o compromisso de democratizar a informação. O objetivo é garantir a cada cidadão o direito de viver com liberdade de escolha, sem distorções ou barreiras.

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