- Harvard College vai limitar em 24 o número de notas A por turma de 100 alunos, em uma média de “20 mais quatro”, com vigência a partir do outono de 2027.
- A decisão foi aprovada pela comunidade docente, com 458 votos a favor e 201 contra.
- a medida surge após relatório de outubro de 2025 que apontou inflação de notas A e disse que o sistema de avaliação danifica a cultura acadêmica da instituição.
- Uma segunda proposta, que previa usar percentis médios em vez de média de notas para premiações internas, foi aceita; a terceira, que permitiria a opt-out de cursos, foi rejeitada.
- A reação estudantil foi significativamente negativa: quase 85% dos respondentes a uma pesquisa rejeitaram as propostas, citando riscos de competição e da autonomia acadêmica.
Harvard College anunciará em 2027 um teto obrigatório para notas A, com o objetivo de frear a inflação de notas ao longo de décadas e preservar o valor de conquistas acadêmicas de alto nível. A medida será implementada no semestre fall de 2027.
A fórmula acordada, chamada de “20 mais quatro”, limita as notas A atribuídas a uma turma de 100 alunos em 24. A ideia é reduzir a dominância das A’s sem prejudicar o reconhecimento de desempenho excepcional.
O movimento ocorre após um relatório de outubro de 2025 que apontou falhas no sistema de avaliação. O estudo mostrava que mais de 60% das notas são A, contra cerca de 25% de duas décadas atrás, sugerindo impacto negativo na cultura acadêmica da instituição.
Detalhes da medida
A primeira proposta foi aprovada por 458 votos a 201 entre o corpo docente, abrindo caminho para limitar as notas top. Uma segunda proposta prevê usar rankings percentuais médios, em vez de GPA, para atribuição de prêmios internos.
Uma terceira proposta, que permitiria a opt-out de cursos avaliados como inadequados ou satisfatórios, foi rejeitada. O conjunto de medidas visa restaurar o significado de uma nota A no histórico acadêmico da instituição.
Reação e comentários
A medida enfrentou resistência entre estudantes, com quase 85% indicando discordância em levantamento realizado em fevereiro. Críticos entre docentes questionaram impactos sobre competição, risco intelectual e autonomia.
Amanda Claybaugh, reitora de educação de graduação, chamou a votação de passo importante para a integridade da avaliação. Ela afirmou que a decisão pode incentivar outras instituições a discutir a pauta com rigor e coragem.
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