- Patrícia Tavares, professora da Faetec no Rio de Janeiro, descobriu em 2021 que foi registrada como presidente da República e em outros cargos incompatíveis.
- Seu salário, segundo a reportagem, era de R$ 1,6 mil brutos, mesmo com pós-graduação, e sem carteira assinada pelo cargo de professora.
- Ela lecionou inglês de 2011 a 2015 na unidade de Marechal Hermes, mas não recebeu a devida assinatura em carteira.
- A situação impactou sua carreira e hoje ela está sem atuar há cinco anos, enfrentando dificuldades para comprovar experiência profissional.
- A Faetec afirma que Patrícia está cadastrada como professora na folha de pagamento; a Defensoria aponta inconsistência no Código Brasileiro de Ocupações e na carteira digital, que registra “ocupação não informada”.
Patrícia Tavares, professora da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (Faetec), descobriu que foi registrada como presidente da República e em cargos incompatíveis com a função docente. O salário nominal era de 1,6 mil reais brutos.
A revelação chegou em 2021, durante a pandemia de covid-19. Patrícia lecionava inglês, de 2011 a 2015, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio. Não havia carteira assinada para o cargo de professora.
Segundo a reportagem, ela também constava como engenheira elétrica e dirigente de serviço público federal, ao longo dos anos. Ela relata descontrole emocional e dificuldades para comprovar experiência profissional.
Patrícia afirma que a situação dificultou a busca por empregos e comprometeu sua identidade profissional. Ela diz estar há cinco anos sem atuar, com impacto direto na vida pessoal.
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou ter enviado ofícios à Faetec sem retorno, e encaminhou o caso à Defensoria da União por tratar de demanda previdenciária. O processo permanece sem resolução.
A Faetec informou que Patrícia está cadastrada na folha como professora e enviou a declaração em 2024. A instituição aponta possível relato de divergência relacionado ao Código Brasileiro de Ocupações.
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